quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Sobre Partidas Inesperadas... (Prelúdio de um Monstro)

Ele se foi. Sem avisos, sem adeus... Apenas foi... O pai perplexo ajeitava o quarto do rapaz enquanto tentava entender o que havia ocorrido. Queria deixar tudo do jeito que o filho gostava. Seus livros, sua coleção de quadrinhos e os pôsteres que disputavam lugar na parede, junto com as bandeiras de seu time do coração. A dor era imensa, quase inexplicável, mas o homem continuava o trabalho como se nada tivesse acontecido.

Tudo ia bem, até o momento em que aquele jovem senhor, com profundas olheiras, enxergou uma velha foto de seu garoto... As lágrimas inundaram seus olhos, e aquela fortaleza veio abaixo. Sentado na cama do rapaz, com o pequeno porta retratos na mão, o homem avistou um envelope perdido, quase que escondido embaixo de uma das cômodas. Ele pegou o envelope, tentou ler o nome de quem seria o destinatário, mas as letras borradas (provavelmente por lágrimas) não se apresentavam de fácil interpretação. Abriu a carta e começou a ler.

"Esta não é uma carta de amor. Não é uma carta bonita, nem ao menos é uma carta. Este é um grito. Um grito de um homem que perdeu a vontade de viver. De um homem que perdeu seu amor. Lacerado pela dor sem fim, deixo este bilhete à você que me deu uma razão para viver, encheu meu peito com todos os bons sentimentos que existem e logo após me devastou sem piedade... Mas deixo este manifesto, não para me despedir... não para encerrar esta história... Deixo isto como um lembrete, um lembrete para que até o fim de seus dias você nunca esqueça que alguém morreu por seu amor..."




Após alguns momentos de desespero, o pai recobrava o fôlego. Era isso. Uma nova esperança crescia. 'Nada foi por acaso... Existe mais alguém nesta história... Alguém que certamente também está sofrendo com esta perda... - um sorriso estranho brotou no canto da boca do homem - Alguém que certamente terá uma enorme cota de sofrimento... - levantando - Alguém que certamente irá pagar por incontáveis horas e desejará nunca ter pisado neste planeta... E eu me encarregarei disto... É hora da diversão..."



Ezequiel Ward

Visão dos deuses...


“Adoro pessoas... Claro que sim... Me divirto muito com elas... Passo os dias sentado, apenas observando tudo daqui de cima... observando cada um que se ergue a cada dia com uma pequena esperança de fazer a diferença e mudar o mundo... E eles mudam... mudam sendo iguais a todos os outros... usando as mesmas roupas, os mesmos penteados, os mesmos costumes , o mesmo ‘pensamento próprio’ e, coincidentemente, as mesmas vontades e opiniões... Sim, seres humanos... em sua grande parte uma massa cretina e manipulável... um conjunto de indivíduos tão igualmente diferentes, cada um com seus costumes e objetivos, que se rendem completamente e levam sua vida de acordo com os pensamentos alheios, ou se deixam controlar por uma simples caixa... Afinal, a opinião mais importante do mundo é a do outro...”


“Adoro pessoas... Claro que sim...”





Ill McDowell