quarta-feira, 27 de maio de 2015

About Changes...

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Eze 25:17

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

As massas...

Buenas!

Eu creio não ser o primeiro, tampouco o único ou último à ter deduzido a equação:

E = 1 / Qp

onde:

E = nível de EDUCAÇÃO das pessoas e
Qp = quantidade de pessoas no ambiente

Sei, ela poderia simplesmente ter sido representada com a frase: "O nível de educação do povo é inversamente proporcional à quantidade de pessoas presentes no recinto", que não sofreria alteração, mas ficou bem elegante como está acima.



--- *** ---

Agora eu começo à compreender o que eu ouvi o Raul cantando: "...gente tá sempre querendo chegar lá no alto, pra no fim descobrir, já cansado, que tudo é tão chato...", mas o caminho é longo, escuro e, por vezes, deserto...



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E, como se não bastasse, cada dia mais eu tenho certeza que certo mesmo está o Falcão (aquele nosso grande filósofo): "...como tem gente besta no mundo..."




Chega de reflexão poética sobre as pessoas...

Fui......

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Longe, longe, longe...

Você anda pela rua e, diariamente, encontra diversas pessoas que são completamente estranhas para você. Porém, com o passar do tempo algumas destas estranhas criaturas começam à nos parecer familiares. Neste ponto começamos à entrar no terreno conhecido como rotina.

Todo dia no sinal de trânsito perto do trabalho você olha para sua esquerda e está lá o tio vendendo churros e passando, ora mais à frente, ora mais atrasada, a garota de óculos de aro colorido e longos cabelos negros.

Naquela viagem de metrô diária, tem sempre o tiozinho meio tarado que está lá, em pé, mesmo com lugares vagando, ao lado da mulata de seios fartos, quase derramando a saliva para dentro do decote, por vezes, quase inexistente da mulher.

Seria covardia citar o restaurante, onde você come o seu "grude" diário...

Notoriamente, em alguns passeios pelo centro da cidade ou, como no meu caso, pelo centro de Porto Alegre, você reencontra diversos seres que já habitaram ou habitam seus caminhos, mas continuam sendo seus "conhecidos desconhecidos".

Tenha certeza de que você mesmo é um ser deste tipo para várias pessoas. Muitas destas você nem mesmo registrou ainda, mas elas estão lá, notando você, computando quantos dias você usa seguido o mesmo tênis ou sapato, se fez ou não a barba... sinistramente ocultas, fora de seu campo de visão...

Uma delas me abordou um dia no metrô: - Oi! Você viu o que aconteceu com o seu Nicanor?!

- Não. - Respondi atordoado.

- Parece que foi derrame... - e ficou balançando a cabeça como se estivese confirmando ou esperando que eu elaborasse algum comentário, o que não aconteceu.

Trabalhei o dia inteiro com aquele olhar insano em mente, pensando na confusão mental da mulher... eu não sei até hoje quem é o seu Nicanor, se ele ainda estava vivo ou se já havia morrido, quem era aquela mulher, quantas almas ela deve ter encaminhado para outros mundos ou qualquer coisa assim.

Meu maior problema nisto tudo é não saber se eu era um "conhecido desconhecido" deles, se ela me confundiu com alguém ou se era simplesmente uma senhora completa ou parcialmente maluca que resolveu puxar uma conversa de um modo um tanto quanto inusitado...

O alívio é saber que não era cantada, pois nunca vi alguém começar uma conversa neste tom beirando o macabro...

***

Não matei ninguém e nem morri!!!




segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Até mais 2012!

Buenas!

Muito tempo sem escrever absolutamente nada. Nem mesmo em palavras cruzadas de jornal...

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Um ano vai  outro vem, em uma sucessão de dias e noites que mais parecem um turbilhão sem fim. Não importa o quão correto você siga no caminho, em algum momento você pensará que é uma marola e quando perceber já estará tomando um caldo de uma grande onda.

Minha família acusa minha "falta" de religião, eu acuso o dedo podre para apontar e escolher, em certos campos da vida. Continuamos num impasse.

Esta foi a retrospectiva 2012...

***

Do livro "Policarpo Quaresma" tirei que "um homem quando tem amigos, tem o maior tesouro que se pode conquistar." Me considero afortunado, pois tenho diversos conhecidos, camaradas, poucos "parceiros" e pelo menos dois amigos. Muitos dos que lerem este texto não entenderão, mas tem uma porrada de gente que eu conheço que flutuam num terreno de incerteza em meu gosto. E destes dois eu não incluí parentes, pois a conta talvez não sofresse alteração.

Neste caso, me sinto, ainda que não pareça, um homem afortunado, pois tenho amigo"s", no plural (dois são mais que um, não me amole).

***

Cinco mangos uma lata de 473ml de cerveja quente, horrível ao paladar, com pessoas "feias" no entorno, motorista tentando te atropelar na faixa de segurança e eu achava "caro" pagar dez paus uma cerveja decente importada...

Estou começando à rever meus conceitos de quando a quantidade é melhor que qualidade...

***

Como estou sendo pouco narcizista nestes textos, vou me elogiar um pouco.

Começamos à produzir cerveja em casa... Não. Não é "preta", dois caldeirões já foram feitos, quase totalmente bebidos e não possuímos relatos de intoxicação. Pelo contráro, este segundo lote (com maltes Belgas, água mineral e mais badulaques) tem sido largamente elogiado, o que nos deixa muitíssimo felizes.

O primeiro? Bebemos com muito orgulho... e pouco gás...

Tudo bem, praticamente não tinha gás...

***

E que venha 2013, que leve toda a porcaria que representou 2012, exceto as coisas boas, para o fundo do oceano, onde nem um plancton toque para não se contaminar o coitado.

Até à próxima pessoal!



segunda-feira, 4 de junho de 2012

O outro lado

Quando eu percebi ele já estava atirando nas pessoas, mas eu não tive tempo para reagir.

Estavamos no bar, bebendo uma cerveja e conversando, como era nosso hábito de toda sexta-feira, quando o casal chegou, ambos de cara amarrada e meio que discutindo. Mas como isto aqui é cidade de gente fiasquenta mesmo, nem demos bola e continuamos com a cerveja e as piadas...

Quanto tempo faz? Nossa, já perdi a noção de a quanto tempo atrás ocorreu aquela confusão. Depois dos tiros, do choro e todo o sangue que vimos, os dias e meses passaram como um borrão, onde eu confundia facilmente dias e noites, sem saber que dia era da semana.

Acredito que cada um tenha o seu tempo, pois algumas pessoas ainda estão meio desnorteadas com o que aconteceu e não acharam mais um norte, um ponto para se guiar. Vejo alguns, embora muito eventualmente, ainda vagando pelas ruas da cidade sem saber o dia, hora ou para onde estão se dirigindo.

O Ricardo me falou que eu levei alguns anos, mas ele também não tem certeza, pois ele mesmo não sabe quanto tempo levou para acordar do transe e não pode fazer absolutamente nada por mim, até que eu estivesse pronto.

Ficamos por dias calados, simplesmente sentados, contemplando o sol, as nuvens, o canto dos pássaros e as pessoas transitando, levando suas vidas ocupadas, ignorando umas as outras, como sempre. Nestas horas eu me pergunto o porquê de estarmos presos aqui, se é que aqui é real, e porque não conseguimos conversar com muitos dos que passam por nós. É como se estivéssemos em uma outra dimensão, intocados pelos anos e pelas outras pessoas, aguardando não sei o quê, até não sei quando.

Uma única vez eu vi uma luz, foi o que eu achei que era. Envolveu um menino que chorava no meio-fio, como se fosse o foco de uma luz no teatro. O guri parou de chorar, secou as lágrimas e saiu bem tranquilo pela rua, dobrou uma esquina e desapareceu. Eu sei porque o segui até a dita rua, mas até agora não o vi mais, tampouco a tal da luz...

Como eu morri? Como o Ricardo, alvejado pelo maluco que discutiu com a namorada, sacou uma pistola e meteu bala no rosto da menina. Tentamos acudir, assim como a metade das pessoas no bar que não havia corrido para a rua, mas o sujeito começou a atirar para todas as direções, onde eu entrei pelo cano com uma bala no peito. Meu amigo eu não sei, e ele fala que não lembra de onde levou o tiro, apenas que sentiu o sangue na boca e me viu com a mão no peito enquanto eu cambaleava derrubando mesas e cadeiras pelo meu caminho.

Eventualmente nós vemos a menina passar chorando e o namorado explodir os miolos pela milésima vez no mesmo bar, onde ainda se reunem nossos amigos, embora muito eventualmente, envelhecendo e bebendo uma dose extra em nossa memória, nos finais de tarde de algumas sextas-feiras...




sábado, 24 de março de 2012

Para não falar de flores...

Buenas!

No final da noite você para e se pergunta, embora muito eventualmente, se realmente valeu à pena. Não é nem porque a resposta fará grande diferença em sua existência, mas você precisa pelo menos do registro para os seus anais do esquecimento e futuros arrependimentos que, por ventura, possam surgir num breve momento de fraqueza.

Assim aconteceu quando eu enchi a cara pela milésima duzentésima octagésima terceira vez, ou, simplesmente, o porre de número 1283, sem ter conseguido ficar bêbado, por seguir o conselho de beber um copo de água para cada copo de bebida que eu ingeri durante a fanfarra...

Não se deve ao fato de eu ter me feito a pergunta cedo naquela noite em meio à indiada (eu sou gaúcho, não é uma expressão preconceituosa, peloamordeDeus) o que me causa nostálgica tristeza, mas sim o custo adicional da água mineral sem gás, seguido por todas doses de vodka barata com pepsi cola que tive de beber para atingir o objetivo vil de ficar bêbado, além de a ressaca ter vindo igual, com a peculiar maratona de idas ao banheiro para esvaziar uma bexiga cheia pacas.

Mas algum aprendizado eu tirei disto tudo. Na noitada seguinte eu sentei próximo à sarjeta e bebi somente meu vinho barato e comi um chocolate para equilibrar a glicose. O que me deixou particularmente feliz.

Para a ilustríssima senhora minha esposa, simplicidade é tudo, onde sou forçado à concordar... quando lembro de minhas idas e vindas ao coma alcoólico, resoluto que o vinho barato ou a cachaça de barril de plástico faziam o mesmo efeito de um Jose Cuervo e limão ou Whisky com energético.

Agora, se me dão licença, hoje eu já me perguntei e valeu muitíssimo à pena, estão geladas, na horizontal e eu estou ingerindo sorridente o conteúdo dourado de seus cascos...

Boa noite!


Um país se faz com homens, mulheres, meninos, políticos, escândalos e feriados.
[Falcão]

sábado, 7 de janeiro de 2012

Indignação sim, frescura não!

Buenas!

Não é novidade para os amigos do Carlão o fato dele ser meio estúpido (muitas vezes sem razão, outras tantas com). Eu, normalmente, me divirto com o mundo e as cracas que se julgam humanos, tentando manter-me vivo e são durante o processo.



Não existe obrigação de gostar de tudo o que os outros gostam, afinal de contas se fosse assim isto aqui seria uma bagunça, porém existe uma obrigação máxima, mal-humorada na forma em que a apresento e que foi herdada de meu pai: o diabo do respeito. É só isto! Não gosto, critico, mas não discrimino e tento não ofender.

Eu tenho amigo hétero, gay, bi, amigas que curtem novas experiências, amigos brancos, negros, amarelos, pardos, maconheiros, pinguços, crentes, macumbeiros e por aí vai, mas não me importa o que eles fazem de seus corpos, sua cor, religião, time do coração ou qualquer outra coisa. Eu tenho eles como companheiros de jornada aqui neste planetinha medíocre, tenho e lhes presto respeito e assim passamos bons momentos juntos.

Em todos os caso a equação é muito simples: respeitar, ser educado e colher os frutos deste processo.

Chega então de falar de mim. Voltemos ao planetinha medíocre. Fico farto e desligo a TV de minha casa e vou assistir um seriado made in USA, pois está cada dia mais foda de aturar o planeta.

Crise aqui e ali, por pura e simples especulação financeira, onde um velhote decide que não é seguro investir no país "X" e todos os outros velhotes, seus amigos, brincam de ver a massa se batendo quando retiram seus investimentos das bolsas do país da vez.

Funk, achés, pagodinhos, todos ridículos, sem sentido algum, abusando de frases com duplo sentido, apresentando mulheres seminuas que exploram suas curvas (e algumas banhas) para uma nova forma de prostituição, onde só não ocorre a penetração porque não tem um cachê do Brasileirinhas, mas se rolar, rola a rola na caçapa. E quase a totalidade das jovens sonha em se tornar a nova musa da bundinha sarada, mas isto tudo leva rótulo de cultura.


Agora nós estamos bem perto do buraco, isto mesmo, pifados, pois já temos o sistema de cotas nas universidades, para quem ainda quer acreditar na educação como chave para a mudança. É ridículo demais. A escravidão acabou faz tempo, Hitler perdeu sua guerra e somente quem é pobre miserável é que precisa de uma cota, que precisa de amparo. Tudo bem, portador de necessidades especiais também precisa, desde que interfira em sua capacidade cognitiva, senão, rala peito e estuda.

Pro inferno com cota de 20% de vagas para negros, 10% para amarelos, 1 vaga para indígenas. O nome disto, vem dos tempos do Ariri, é racismo, sociedade hipócrita. Segregação racial é racismo e não me venham com discursos de sociólogos com "chances de vida", pois muitas das que eu tive, assim como várias pessoas aqui na Terra, foram conquistadas na base do suor, sangue e lágrimas. Dá pra correr atrás, tendo vontade e orientação adequadas.

Por fim, a coisa que me fez pisar sobre os butiás que caíram do meu bolso, foi a necessidade de um projeto de lei para que se use uma porcaria de fone de ouvidos no transporte coletivo, sob a pena de levar uma multa, pois está na moda o(a) cidadão(ã) entrar no buzum e colocar o seu funk do pente a "bombar" para todos ouvirem. Uma lei, para cobrar o básico: educação. (eu ia falar do diado do respeito novamente, mas educação soou melhor).

Caralho, tem gente ainda passando fome ali nas ilhas do Guaíba velho, aqui em Sapucaia, aí na sua cidade, talvez até na sua rua. A expectativa de vida no Oriente Médio é cada vez menor, por causa de fanatismo religioso somado com intolerância. Nenhum político no Brasil move uma palha para tentar melhorar a distribuição da renda para a população. É tanta coisa que eu iria ficar uma semana escrevendo e não listaria tudo.

Sinta vergonha por saber que você está lendo isto numa pequena fuga do Facebook ou do Orkut, onde compartilhou 526 imagens de piadas de seus amigos, fotos de animaizinhos sendo maltratados, campanhas em prol de mais um feriado ou de uma bereja na sexta, mas também não move uma palha para tentar mudar o planeta ou ajudar a organizar melhor a sociedade onde vive, o planeta onde vegeta, pois você não se sente responsável por nada.


Como foi dito no "clube da luta": "Você (onde me incluo) é a merda do mundo, e faz tudo para chamar a atenção!" Nada mais do que isto.

Pronto! Agora vou voltar ao meu egoísmo, ostracismo e egocentrismo e cuidar de meus filhos, minha esposa e da minha casa, minha vida.

Boa noite!



Carlão (I've said too much) Bueno