sábado, 7 de janeiro de 2012

Indignação sim, frescura não!

Buenas!

Não é novidade para os amigos do Carlão o fato dele ser meio estúpido (muitas vezes sem razão, outras tantas com). Eu, normalmente, me divirto com o mundo e as cracas que se julgam humanos, tentando manter-me vivo e são durante o processo.



Não existe obrigação de gostar de tudo o que os outros gostam, afinal de contas se fosse assim isto aqui seria uma bagunça, porém existe uma obrigação máxima, mal-humorada na forma em que a apresento e que foi herdada de meu pai: o diabo do respeito. É só isto! Não gosto, critico, mas não discrimino e tento não ofender.

Eu tenho amigo hétero, gay, bi, amigas que curtem novas experiências, amigos brancos, negros, amarelos, pardos, maconheiros, pinguços, crentes, macumbeiros e por aí vai, mas não me importa o que eles fazem de seus corpos, sua cor, religião, time do coração ou qualquer outra coisa. Eu tenho eles como companheiros de jornada aqui neste planetinha medíocre, tenho e lhes presto respeito e assim passamos bons momentos juntos.

Em todos os caso a equação é muito simples: respeitar, ser educado e colher os frutos deste processo.

Chega então de falar de mim. Voltemos ao planetinha medíocre. Fico farto e desligo a TV de minha casa e vou assistir um seriado made in USA, pois está cada dia mais foda de aturar o planeta.

Crise aqui e ali, por pura e simples especulação financeira, onde um velhote decide que não é seguro investir no país "X" e todos os outros velhotes, seus amigos, brincam de ver a massa se batendo quando retiram seus investimentos das bolsas do país da vez.

Funk, achés, pagodinhos, todos ridículos, sem sentido algum, abusando de frases com duplo sentido, apresentando mulheres seminuas que exploram suas curvas (e algumas banhas) para uma nova forma de prostituição, onde só não ocorre a penetração porque não tem um cachê do Brasileirinhas, mas se rolar, rola a rola na caçapa. E quase a totalidade das jovens sonha em se tornar a nova musa da bundinha sarada, mas isto tudo leva rótulo de cultura.


Agora nós estamos bem perto do buraco, isto mesmo, pifados, pois já temos o sistema de cotas nas universidades, para quem ainda quer acreditar na educação como chave para a mudança. É ridículo demais. A escravidão acabou faz tempo, Hitler perdeu sua guerra e somente quem é pobre miserável é que precisa de uma cota, que precisa de amparo. Tudo bem, portador de necessidades especiais também precisa, desde que interfira em sua capacidade cognitiva, senão, rala peito e estuda.

Pro inferno com cota de 20% de vagas para negros, 10% para amarelos, 1 vaga para indígenas. O nome disto, vem dos tempos do Ariri, é racismo, sociedade hipócrita. Segregação racial é racismo e não me venham com discursos de sociólogos com "chances de vida", pois muitas das que eu tive, assim como várias pessoas aqui na Terra, foram conquistadas na base do suor, sangue e lágrimas. Dá pra correr atrás, tendo vontade e orientação adequadas.

Por fim, a coisa que me fez pisar sobre os butiás que caíram do meu bolso, foi a necessidade de um projeto de lei para que se use uma porcaria de fone de ouvidos no transporte coletivo, sob a pena de levar uma multa, pois está na moda o(a) cidadão(ã) entrar no buzum e colocar o seu funk do pente a "bombar" para todos ouvirem. Uma lei, para cobrar o básico: educação. (eu ia falar do diado do respeito novamente, mas educação soou melhor).

Caralho, tem gente ainda passando fome ali nas ilhas do Guaíba velho, aqui em Sapucaia, aí na sua cidade, talvez até na sua rua. A expectativa de vida no Oriente Médio é cada vez menor, por causa de fanatismo religioso somado com intolerância. Nenhum político no Brasil move uma palha para tentar melhorar a distribuição da renda para a população. É tanta coisa que eu iria ficar uma semana escrevendo e não listaria tudo.

Sinta vergonha por saber que você está lendo isto numa pequena fuga do Facebook ou do Orkut, onde compartilhou 526 imagens de piadas de seus amigos, fotos de animaizinhos sendo maltratados, campanhas em prol de mais um feriado ou de uma bereja na sexta, mas também não move uma palha para tentar mudar o planeta ou ajudar a organizar melhor a sociedade onde vive, o planeta onde vegeta, pois você não se sente responsável por nada.


Como foi dito no "clube da luta": "Você (onde me incluo) é a merda do mundo, e faz tudo para chamar a atenção!" Nada mais do que isto.

Pronto! Agora vou voltar ao meu egoísmo, ostracismo e egocentrismo e cuidar de meus filhos, minha esposa e da minha casa, minha vida.

Boa noite!



Carlão (I've said too much) Bueno

sábado, 31 de dezembro de 2011

Último Post Cretino do Ano...


Hoje termina 2011. Ou amanhã, nunca me dou bem com essa história de que hora o dia começa ou termina...

Mas se alguém estiver se perguntando como me sinto em relação a isso, me deixe contar como foi meu dia.
Acordei, abri a janela e descobri que estava chovendo pra burro. Esperei até as 18:00 pro tempo dar uma estiada boa, passei no meu trabalho e fui rumo à praia, onde minha família me aguardava. Aí é que realmente começou meu suplício.

No início da viagem, umas duas cidades à frente, dois caras deram a entender que iriam tentar roubar minha moto. Acelerei e, com uma manobra um pouco imprudente de minha parte, consegui ficar entre dois ônibus que passavam. Como a estrada era mão única e estava bem movimentada, os dois tentaram me alcançar, porém  sem sucesso.

Dirigi aproximadamente 100 km até chegar ao pedágio, onde costumo parar para descansar um pouco antes de seguir a viagem. Parei na lancheria, tomei um café e comi um sanduíche. Bons, até. Mas não valiam os R$13,00 que me custaram.

Ao voltar para a estrada, notei que o trecho à frente estava com uma ventania muito forte, o que provavelmente seria um problema pra mim. E, de fato, foi. Dirigindo a 40 km/h, o vento quase me derrubou. Três vezes. Cheguei a colocar o pé no chão em uma delas.

Vendo que não tinha outro jeito, dei meia volta e dirigi mais 100 km até chegar em casa. A viagem de volta também foi repleta de emoção. Pensei que não daria tempo, mas consegui chegar ao posto de combustível com 2 L de gasolina no tanque. Após, voltei para casa, para passar o meu primeiro réveillon longe da minha família.

Ah, na verdade meu tormento ainda não terminou, pois, enquanto escrevo este texto, o vizinho do lado prepara um churrasco ao som de “Ai, se eu te pego”... É tortura demais...

Alguns podem pensar que estou mal-humorado, mas enganam-se... Estou MUITO mal-humorado...

Mas nem por isso deixarei de desejar um feliz ano novo à todos!



Ezequiel, o Apache

domingo, 25 de dezembro de 2011

Um desejo

Buenas!!!

Eu continuo sem entender esta lógica natalina. Somos estúpidos, alguns até arrogantes, mentirosos, trapaceiros, estúpidos novamente, desde os primeiros raios de sol da manhã do dia dois de Janeiro até perto do final do ano. Fatal! Chegou a segunda quinzena de Dezembro, tudo é paz, alegria, scrap de Papai Noeli, e meus 526 amigos de Orkut lembram que eu e os seus outros 526 amigos existem. Chega à ser ridículo.

Tenho três amigos que me procuram durante o ano, poucos parentes visitam minha "omilde residença" e conheço apenas um de meus vizinhos, com quem até degusto uma cerva gelada eventualmente. Anti social, estúpido, bicho do mato e por aí vai a série de adjetivos que você pode escolher para mim, mas continuo sem sair à lamber as 526 pessoas que ignoram minha existência durante o ano, só porque se convencionou que nesta época ninguém pode saber que somos mesquinhos.

"...A burguesia fede..." cantou Cazuza, mas hoje ela não fede e nem cheira tão mal quanto uma sociedade hipócrita que continua escondida atrás de dogmas e preconceitos sem tomar uma atitude real em prol de quiçá tornar realidade algum desejo fajuto de final de ano.

"...Nossos ídolos ainda são os mesmos, e as aparências não enganam não..." como ouvi a Elis cantando, infelizmente para as paredes...

Mas não se assustemos, amanhã temos o "gap" entre Natal e New Year, onde algum transeunte ainda vai me empurrar na escada do metrô... e me desejar boas festas em alguma rede social...


Carlão (que não ganhou um Lego) Bueno

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

A passagem

Buenas!

Sei bem... meses desaparecido novamente...

...


Esta maldita lâmpada está ferindo meus olhos! Estou tentando em vão fixar o olhar em outra parte do cômodo onde me encontro, mas realmente é em vão. O que mais me atormenta são as perguntas, pois não faço a mínima ideia de como diabos vim parar aqui.

Sinto cheiro de urina velha, curtida de sol, que chega a arder em minhas narinas, misturada ao odor de fezes que sei perfeitamente se tratarem das minhas sujeiras, assim como o cheiro forte de sangue, que sinto também seco em meu rosto. Terminei dias atrás o meu relatório de danos e notei que tenho ferimentos na cabeça, pulsos e tornozelos.

Meu estomago dói de tanta fome e sinto que a saliva secou uns dois dias atrás também. Mas não compreendo o que fiz para estar em tal situação ou quem me mantém nesta insanidade.

Eventualmente penso ouvir vozes vindas do lado de fora, mas não consigo discernir o que está sendo dito e também acredito que seja mais coisa da minha cabeça do que realidade. Até agora nenhuma porta ou janela foi aberta e não ouvi o menor ruído de motor ou de algum meio de transporte.

Espere, este rangido de madeira sedendo sob pés eu conheço. Tem alguém aqui comigo. Me atrevo ou não a falar? - Olá! - O que eu estou pensando? "Olá" para o meu possível captor?

Estou ouvindo o rangir de dobradiças indicando-me que uma porta se abre, mas não consigo ver onde, pois a lâmpada praticamente me cegou. Os passos estão tornando-se mais fortes. Ele ou ela está parado atrás de mim, eu consigo sentir a presença que me observa.

- Mate-me ou liberte-me, por favor, eu não consigo mais...

Porém, minhas palavras mal balbuciadas ecoam em uma sala vazia... Foi um delírio? Talvez. Vou tentar gritar novamente por socorro quando pensar ouvir vozes.

Sei que minha vida não valeu muito à pena, pois durante anos eu só consegui... espere, está ardência nas costas é nova. O que é isto? Uma faca entrando lentamente atingindo o meu rim esquerdo e me causando nova dor...

- Obrigado por acabar com meu sofrimento! - Mas meu carrasco não me responde. Sinto a faca sair de minhas costas e novamente perfurar-me, no lado direto agora.

A dor já suportável, mas sinto a falta de algo que não consigo lembrar. Porém sou interrompido pela faca que cruza minha garganta, aquecendo meu peito com uma pequena cascata de sangue. Tento tombar, mas minhas amarras não permitem meu último movimento. Abro meus olhos e consigo ver perfeitamente tudo a minha frente. Somente luz.

Carlão!

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Diários de São Paulo (parte 3)...


São Paulo é uma cidade estranha. É uma mistura de gente de todo tipo, toda cor, toda classe social. Mas até que é legal. Ontem comecei a desbravar um pouco mais desta terra e me aventurar campo a fora pelos metrôs. Realmente, é uma estrutura muito boa, mas não consigo me agradar com a multidão...

Mas, além de me aventurar no metrô, resolvi dar uma caminhada pelas redondezas (do hotel). E tenho que confessar, até que é um lugar bacana, apesar de ser conhecido como a crackolândia de São Paulo...

Outra coisa interessante que descobri é que aqui aquelas bandas formadas por caras cabeludos e de camisa de bandas de havy metal também tocam samba nos bares. E independente do dia, todos ficam até altas horas tomando chopp na rua. Inclusive nesta.

E aqui até que está agradável, apesar do restaurante lotado que fica aqui perto, dos 1597 helicópteros que passam toda noite aqui por cima, das sirenes de polícia e do cara da pavimentação, que vem toda noite destruir a rua com sua britadeira...

É, acho que hoje não vai ser muito fácil pra dormir...




Ezequiel Williams

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Diários de São Paulo (parte 2)...


Aqui estou eu novamente. Aliás, ainda. Mas hoje tenho certeza de que estou na terra da garoa. Na verdade é muito fácil de deduzir isso, basta olhar pela anela do quarto. Janela esta que me foi motivo de surpresa há alguns instantes. Estava com calor e resolvi testar a janela, pois estas normalmente são trancadas nos hotéis. Não no meu. Exato, estou no 13º andar e consigo abrir a janela facilmente. Na verdade é uma situação meio estranha. Mas, como sempre, não vim falar sobre isso.

Liguei o note na esperança de escrever um grande texto, mas isso não vai acontecer porque comi demais e agora estou com muito sono...

Boa noite.





Ezequiel Ward

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Diários de São Paulo (parte 1)...


Aqui estou eu. Novamente na “Cidade Maravilhosa”. Ou na “Terra da Garoa”, nunca sei... Mas desta vez minha estadia será um pouco mais longa, o que não significa que eu necessariamente ainda esteja aqui quando você estiver lendo este texto, já que me recusei a pagar a taxa de R$ 8,00 por uma hora de wi-fi do hotel.

Mas não é sobre isso que vim falar. Só apareci pra contar como foi meu dia. Não que alguém se importe, mas tudo bem. Cheguei no hotel, organizei minhas coisas no quarto e resolvi dar um passeio para conhecer a região. Passeio este que não aconteceu, pois fui desencorajado pelo porteiro que me alertou sobre as condições de segurança do bairro.

De qualquer forma, saí atrás de uma farmácia, pois esqueci minha escova de dentes, e descobri que as farmácias não abrem aos domingos. Mas não perdi a viajem. Resolvi encontrar algum lugar para fazer um lanche. Encontrei. Um. Somente um. E não era uma lancheria, era um restaurante com buffet e tudo. As 17:00. Outra coisa interessante foi quando o dono do local me disse que o restaurante fechava as 18:00, o que me pareceu muito estranho pra falar a verdade. Mas tudo bem, resolvi “jantar” as 17:00 pra não ter que depender da porção do bife com salada que o hotel oferece pela módica quantia de R$ 30,00. Jantei. Ou quase isso. Outra descoberta interessante que fiz hoje, é que os “pimentõezinhos” amarelos daqui não são iguais aos verdes que comemos pelo RS. Não. Estes são conhecidos por deixarem bocas, gargantas e estômagos desavisados, no caso os meus, em chamas.

Depois da quase janta e das duas latas de refrigerante que tomei pra acalmar a pimenta, voltei para o hotel. Até que é um lugar bacana. Tem uma janela enorme no quarto. E pude ver muitas coisas. Como a rua lá embaixo, os carros que passam (incluindo os da polícia), muitos helicópteros e até um cara gordinho que mora no apartamento do outro lado da avenida e gosta de passar na frente da janela sem camisa. Vi muitas coisas. Mas o que não vi, e realmente me deixa com saudades, são as estrelas... Sei que posso parecer meio romântico nesta hora, mas é muito estranho olhar par o céu e não ver nenhum ponto brilhante (além dos helicópteros).

Sei lá, mas isso também pode ser apenas saudade de casa...



Ezequiel Nômade