quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Véspera

Buenas!

Tamos aí, filhote com cólicas, noite insone... Mas continuo faceiro que ele ainda não tá arrancando páginas dos meus gibis e correndo pela casa quebrando as louças da mamãe... Tem tempo pra isto ainda...

Com o sono que me pegou acho que mal tenho habilidade para fazer um teste de baliza, numa motinho qualquer, igual ao cidadão abaixo:





Logicamente, não consegui terminar este post naquela noite... Então, para não perder a inspiração que me acometeu hoje, não vou nem me dar ao trabalho de apagar o texto acima, partindo para um novo rumo neste post quase natalino.

Particularmente, eu fico puto. Chega o final do ano, duas semanas com uma festa em cada. As pessoas passam o ano todo (de Março à meados de Dezembro, não esquecendo que o ano só começa a pós o Carnaval!) fazendo bobagens, trapaceando, mentindo, traindo, chingando, cuidando da vida alheia, me ignorando no Orkut (essa foi pessoal, eu sei), enfim, sendo gente, aquela massa de manobra que está mais preocupada em ter um carro melhor que o do vizinho do que buscar ideais mais nobres como a paz mundial ou um simples auxílio ao próximo e, resumindo, passam a vida mergulhadas em suas rotinas, ignorando o bem estar geral da nação e preocupando-se com seu umbigo. Aí chegam os fatídicos dias do final de Dezembro e tudo vira harmonia, tudo é carinho, tudo scrap de noelzinho, muita hipocrisia, muita lambeção e rasgação de seda. E após o Carnaval, todo mundo ignora todo mundo novamente!!!

We wish you a Merry Christmas and a happy new year!


E sem figgy pudding, nos máximo torta de bolacha Maria!


quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Do fundo do Baú

Buenas!!!

Já faz três semanas que virei trocador de fraldas... Ainda não levei mijo na lata e tampouco melequei meus dedos na bosta. Tres vivas para o Carlão!!! (As roupas do menino, o trocador, as fraldas, toalhas e outros materias próximos não entraram nesta minha conta...)

***

Os meninos jogavam bola na rua, poucos dias após o capeamento com asfalto, o que havia sido uma baita novidade para aqueles moleques que estavam acostumados  perderem os tampos dos dedos no calçamento irregular em que costumavam brincar. Após uma tarde inteira jogando, resolveram sentar-se à sombra das árvores do passeio em frente a casa do Carlinhos (sem referência aos presentes) e puseram-se a discutir e relembrar os lances do jogo. Paulinho, junto de seu primo, circulavam em suas bicicletas novas, duas Monark BMX, o sonho de qualquer guri na década de 80, infernizando os amigos com suas pistolas de bolinhas e espoletas. Passavam pelos amigos efetuando disparos e cruzavam por baixo de um galho de uma pequena árvore para retornar em seguida pelo outro lado e efetuar mais disparos, de tempos em tempos. Tudo era diversão e motivo de risos. Volta e meia desviavam também de uma bolada lançada pelos amigos que eram alvo dos dois moleques malas. O primo de Paulinho estava tentando nova investida, mas encontrava dificuldades para o ataque, pois os meninos estavam revoltados com a brincadeira e já estavam fechando o cerco e ameaçando derrubá-los das bicicletas para em seguida esfolar ambos na base da pancada. Resolveu deixar os meninos em paz e saiu para uma volta na quadra. Paulinho desceu da bicicleta e juntou-se aos amigos para rir das histórias dos lances do jogo, passando um bom tempo e fazendo com que todos esquecessem a história das bolinhas. Eis que surge em disparada o primo de Paulinho, com a pistola em punho e dispara uma bolota certeira na orelha de um dos amigos, enquanto gritava: "Pá! Pá! Ha! Na orelha!!!" Infelizmente, para ele, a velocidade era tão grande quanto a empolgação e o moleque esqueceu do obstáculo a frente, virando o rosto bem em tempo de deixar o nariz bater em cheio no galho baixo da árvore, fazendo com que o menino caisse de costas no chão enquanto a bicicleta andou mais alguns metros sem o condutor. Em meio a risos e olhares preocupados, o primo de Paulinho foi levado ao Pronto Socorro para receber alguns pontos na boca e um pouco de gesso no nariz. Daquele dia em diante, nunca mais foi visto por aquelas bandas o pistoleiro da BMX. Após muitas piadas e tombos imitando o moleque do nariz quebrado, o vizinho cansou da molecada e acabou cortando fora o galho assassino...

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Em esforço conjunto ao Ezequiel eu ofereço três palito de dente usado de recompensa por informações do paradeiro dos meus conterrâneo de blog...

Este aqui foi retirado do túmulo!

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Distração!

Megamind

Já faz um bom tempo que as animações deixaram de ser histórias infantis e passaram a tratar de temas mais adultos, com personagens cada vez mais complexos do que a princesinha alienada em perigo e o príncipe bombado de sorriso perfeito, montado em seu belo alazão, correndo (do nada) para salvá-la. Nós, os ditos "adultos", também quebramos paradigmas e passamos a assistir animações sem a desculpa de nossos antepassados de que "tive de assistir com o piá"... Eu mesmo, nunca larguei meus gibis, meus desenhos e sou feliz!!!

Megamente estreiou aqui no Brasil no último final de semana. É um daqueles poucos filmes em que o bandido é o personagem central. Mas não é um 60 segundos, em que o bandido vem roubar uns carros para livrar a cara do mano mais novo. Megamente (Will Ferrel) chegou a Terra junto de Metroman mas tiveram uma educação diferenciada. Assim, Metro man (Brad Pitt), de garoto cheio de poderes, virou o protetor da cidade, enquanto o azulão esquisito acabou virando uma grande (e desastrada) mente criminosa.

Até aí não temos novidades, até que um belo dia Megamente consegue atingir o objetivo de todo o vilão, fritando o "bonitão". Dono da cidade, não tardou para nosso vilão ficar deprimido por não ter concorrente algum.

Para complicar a vida dele, o infeliz decide criar um novo "super" para poder ter um pouco de distração. O novo super herói decide então que é mais legal ser bandido e começa a destruir a cidade para se divertir.

Bem, vão assistir os últimos 5 minutos do filme agora!

 

 Uma boa noite pessoal!!!


domingo, 5 de dezembro de 2010

Molho de tomate!!!

Buenas!!!

Estive tendo alguns momentos de reflexão sobre aquele dito popular "Ser pai/mãe é padecer no paraíso". Já está começando a fazer sentido para mim... Muito sentido!

Bem, para não perder o rítimo, mantendo aquele que me foi alertado pelo meu querido amigo Ezequiel, vou tentar manter umas quarenta postagens de distância para ficar com o posto de maior desocupado da trupe... (não vou computar as horas de Msn dos camaradas, tampouco de chats ou simplesmente dando nota as passantes da rua).

Meu pequeno Ninja!!!

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Hora do Espanto

- Te disse para andar mais rápido! - Falava arfando, enquanto puxava sua acompanhante pela mão. Era tarde para andar por aquelas ruas, mas mesmo sabendo do pedágio que havia sido instituído pelos meliantes das redondezas eles resolveram aventurar-se por aquelas bandas. Era difícil andar pela estrada acidentada de terra vermelha, principalmente após a tremenda tempestade que havia caído horas antes, que deixava uma perigosa camada de lama no chão, junto com poças dispersas das quais nunca se tem certeza da profundidade e as indigestas armadilhas que a pouca luminosidade proporciona, enganado os olhos mais treinados e fazendo com que se pise em grandes áreas lamacentas onde você jura que o terreno está ao menos firme.
A esta altura andavam em fila por um trecho que permitia uma caminhada mais decente. Já estavam chegando ao final da estrada, onde esta cruzava com as vias cobertas por asfalto. De um terreno baldio próximo à esquina saiu um homem, caminhando apressadamente em direção ao casal. Ao notar a aproximação o homem puxou a mulher e começou a cruzar par o lado oposta da estrada, ato que foi seguido pelo sujeito que vinha no sentido oposto.
Ao chegar próximo do casal o sujeito puxou uma pequena faca e deu voz de assalto à ambos. O sujeito estava visivelmente drogado, visto que cambaleava levemente e balançava desengonçada e perigosamente a faca em frente aos nossos amigos.
Julgando boa a oportunidade, o homem jogou-se sobre o assaltante, torcendo seu pulso e fazendo-o derrubar a faca no chão enlameado. Com um pequeno esforço torceu o braço do meliante para as costas fazendo o pobre diabo prostrar-se ajoelhado no barro. Virou-se para mandar sua mulher correr e esperá-lo mais adiante e teve a surpresa desagradável.


Um segundo assaltante havia chegado por trás do casal e havia colocado uma faca no pescoço da mulher enquanto puxava a ainda desorientada pelos cabelos.
Tentando manter a calma, o homem retirou sua carteira do bolso traseiro da calça, abriu-a e pegou o dinheiro que estava em seu interior e entregou-o ao assaltante que estivera ajoelhado ao seu lado. Pediu que não fizessem mal a mulher e ficou parado com as mãos erguidas, sinalizando estar rendido. O assaltante, sem cerimônia alguma e com um sorriso de deboche no rosto, passou a faca transversalmente ao pescoço da mulher abrindo um grande corte, por onde o sangue começou a escorrer com grande volume e empurrou-a de encontro ao marido.
Sairam correndo para a lateral da estrada e começaram a descer uma encosta para embrenharem-se no matagal que havia mais abaixo. Enquanto isto, o marido enfurecido e desesperado pegou a faca que estava no chão e disparou correndo atrás dos miseráveis.
Avistou-os descendo lentamente o barranco e jogou-se de encontro aos dois, fazendo com que os três rolassem os últimos metros da encosta. Sentia as costelas ardendo e um gosto acre na boca, enquanto se levantava. Notou que o vagabundo que havia assassinado sua esposa também começava a levantar-se, enquanto o outro jazia com um pedaço do cabo da faca aparecendo para fora de uma poça de água e com o fio enterrado em suas costas, morto, provavelmente. Cambaleou até o segundo meliante e desferiu um potente soco na lateral do tórax do infeliz, que urrou de dor e sentiu as pernas afrouxando. Ao apoiar a mão no chão o vagabundo encontrou sua faca e sorriu, cuspindo uma bola mesclada de saliva e sangue. Quando o marido enfurecido chegou próximo para desferir novo golpe, o vagabundo agilmente esquivou-se e desferiu uma facada em seu abdômem fazendo este recuar e levar a mão ao ferimento. O vagabundo, tomado por o sentimento de vitória, levantou-se e começou a ir de encontro ao homem ferido, que conseguiu desvencilhar-se de uma segunda facada e engalfinhar-se ao vagabundo.
Caíram dentro do pequeno córrego formado pela água da chuva que caíra, e o homem ferido, em um último esforço, apertou com ambas as mãos o pescoço do vagabundo e submergiu a cabeça dele na água. O marginal ainda conseguiu desferir uma última facada por entre as costelas do homem, antes de entregar-se aos braços da morte.
O homem tentou erguer-se mas as forças faltaram. Começou a arrastar-se para tentar alcançar a esposa e entre muitos escorregões e mais alguns ferimentos na encosta da estrada, atingiu o topo e olhou na direção em que jazia o corpo já sem vida de sua esposa. Tentou reunir forças para arrastar-se mais um pouco até sua amada, mas as pernas e os braços já não respondiam. Olhou mais uma vez sua amada e, enquanto rolava uma lágrima em sua face seus olhos fecharam-se pela última vez.

Um "UPA" bem forte povo!!!