domingo, 17 de abril de 2011

Pulguento: A Vida de um Cão...

Pulgento era um bom amigo. Sempre brincalhão, mas também muito respeitoso. Na verdade, ninguém sabia seu real nome, mas quando aquele filhote peludo, de estatura mediana e olhar amigável apareceu saltitando na frente de nossa casa, não tive dúvidas... o nome Pulguento lhe servia perfeitamente.

Dizem que os animais "elegem" um dono. Com Pulguento não foi diferente. Desde a primeira vez em que viu meu irmão, o pequeno "cusco" passou a ser um grande companheiro! Todas as vezes em que os dois se avistam, Pulguento vinha saltitante para cumprimentar seu novo amigo, e eles passavam algum tempo brincando na frente de casa. Casa nossa, pois Pulguento era um cachorro de rua.

Com o passar do tempo, ele começou a dormir em um cantinho na frente de nossa casa, em baixo do medidor de água, e a proximidade com os integrantes de nossa família aumentou. Porém, por ironia do destino ou pelo grande número de animais em nossa casa, foi dado o veredicto de que Pulguento não poderia morar conosco, mas tentaríamos conseguir um lar para ele.

Então o trato era esse: Ele morava na frente de nossa casa, o alimentávamos, mas ele não era nosso. Confesso, quando Pulguento nos olhava com aqueles penetrantes olhos pretos, que pareciam enxergar nossa alma, e aquela expressão de carinho, mesmo que discreta, era muito difícil não convidá-lo à entrar. Mas deveríamos resistir...

Como disse antes, a preferência do cãozinho era pelo meu irmão. Assim sendo, Pulguento o acompanhava todos os dias até o ponto de ônibus. Não preciso dizer que ele também o esperava na hora de chegar. Aos domingos, meu irmão era "escoltado" até a igreja, mas Pulguento não entrava, apenas deitava à porta, pelo lado de fora, enquanto esperava o fim da missa para acompanhar novamente seu amigo até chegar em casa. Quando ele sumia, bastava apenas um assovio para que, em alguns segundos, pudéssemos avistá-lo novamente, de orelhas em pé, e cauda balançante.

E assim passaram-se os meses. Nosso Pulguento, o cão renegado!

Mas, como toda história deve ter um fim, aqui lhes trago o fim desta. Após vários meses de constante busca, encontramos um lar para Pulguento. Em uma bela manhã de domingo, ao chegar em casa, nosso pai se dirigiu ao portão e, como que conversando com Pulguento, disse-lhe animadamente: "Bem, depois nós vamos te dar um banho, porque hoje você vai para sua nova casa!".

Vários cientistas e estudiosos dizem que os animais não compreendem o que lhes falamos, somente o tom de voz que usamos. Bem, eu não tenho tanta certeza disso.

Dando as costas para o portão, nosso pai caminhou em direção à casa. Naquele momento só se pode ouvir o barulho de um veículo grande se chocando em algo e um grito. Um único grito. Um frio estranho lhe congelou a espinha, mas, vencendo a vontade de não olhar para trás, o velho homem se vira em direção à rua. Não se via mais a alegria, não se via mais o carinho, nem aquela saudação saltitante... A única coisa que se avistava, era o corpo de Pulguento, já sem vida, que jazia no asfalto frio...

Não se sabe por que, depois de tanto tempo, ele tentou atravessar a rua exatamente naquele momento. Não se sabe qual era sua idade, nem de onde veio. A única coisa que sabemos, é que aquele cãozinho peludo, de olhar doce e constante alegria, deixará muitas saudades...




Ezequiel Gassko

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Promoção...

Buenas indiada xucra!!!


Nas últimas semanas, temos recebido uma média de 50 acessos por dia. Para agradecer o carinho e a falta do que fazer de nossos leitores, resolvemos fazer uma "vaquinha" e sortear um presente!


Por isso, os 5 primeiros leitores que postarem um comentário bacana, irão ganhar um super kit especial do Já Vi Melhores!





Abraços,






Ezequiel Trickster



PS: Se você ainda não percebeu, este é um típico e inútil post de 1° de abril...