domingo, 29 de maio de 2011

Sobre Bebedeiras...

A bebida é uma coisa interessante. Faz você pensar em diversas coisas e em nada, ao mesmo tempo. Faz você esquecer da pontuação correta nas frazes que escreve, ou até mesmo de como se usa a tecla  "backspace" do computador.

Porque estou falando sobre isso? Bem, esta é a "segunda edição" do post embriagado... Como sempre não me orgulho, mas faço porque alguem tem de fazê-lo-ô.

E neste post, além de não falar sobre nada específico, ainda quero esclarecer que o álcool não serve para você esquecer os problemas do trabalho, ou consertar um coração partido. Não, é só mais uma desculpa que damos para que os outros não enxerguem nosso "eu real" que se esconde atrás de uma carapaça de falsas virtudes.

Daí nos escondemos atrás de baldes cheios de gelo e garrafas verdes... Procurando lugares com garrafas cheias e pessoas vazias, pois quanto mais vazio é o outro, menos vazios somos nós...

Mas isso é assunto para outro dia. E, já que a bebedeira não foi suficiente para aliviar a cabeça (ou pelo menos para impedir que eu escrevesse mais este post cretino), vou pra minha cama... Mas prometo que no próximo post falo sobre algo mais interessante. Ou sobre a ressaca, tudo depende de como vou acordar amanhã...



Ezequiel, o Doutrinador





(Texto salvo como rascunho em 29/05/11 às 04:45)

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Intervalo

Buenas!

Enquanto o Ezequiel não termina o post anterior, vou distraí-los por alguns instantes.


O outro lado

A luz cegou-o por alguns minutos. Quando seus olhos começaram a enchergar novamente, notou um pequeno grupo de pessoas no campo, logo a sua frente. "O que eu estou fazendo aqui?" Perguntava-se, ainda atordoado. As pessoas logo adiante pareciam distraídas e alegres, além de não notarem a presença de Thiago sentado na grama, com cara de bobo. "Será que eu morri? Isto é o céu?" Peguntou-se novamente, aflito por não saber de nada do que acontecia ali.

Lembrou-se de conferir as horas no seu relógio, mas não o possuia mais. O pavor. Revistou rapidamente seus bolsos e não encontrou sua carteira, documentos, nada. O pavor aumentou. Caminhou cambaleante alguns passos e não aguentou, sentando-se na grama e observando as pessoas rindo e andando de um lado para o outro, alheios a sua presnça.

O sentimento de que havia algo errado havia aumentado, mas Thiago continha-se. Ouvira falar que quando se morria o espírito podia passar muito tempo desorientado e ele já começava a crer que estava vivendo esta experiência agora. Mas como ele poderia estar no céu, se nunca havia entrado em uma igreja sequer, pois sua orientação religiosa simplesmente não existia. Se ali era o paraíso e ele havia morrido, certamente houve algum equivoco da ala angelical responsável pela admissão de espíritos.

O calor era intenso e ele procurou a sombra de uma árvore próxima e sentou-se para analisar os fatos novamente. Havia saído de casa na noite anterior com o Marcelo e o Carlão, encontraram o Ezequiel e foram até um barzinho no centro beber algumas e olhar as mulheres. Um flash. Ele estava na rua, bêbado, os carros passando e o farol alto de um automóvel vindo em sua direção, outro flash, escuridão e acordou no paraíso.

Sentia seu corpo todo dolorido, não sabia onde estavam seus amigos, onde estava. Aceitava a ideia de que havia morrido, não sabia do que, mas havia passado daquela para uma melhor, isto era certo. Um menino veio até perto dele, pegou o discod e plástico do chão e jogou-o para que seu cão sorridente buscasse correndo e latindo. Thiago pensava: "Posso me acostumar com isto! Com certeza!"

Foi então que ouviu a voz de Marcelo e logo depois a de Carlão. Lá vinham eles, caminhando tranquilamente e quando avistaram Thiago abriram um sorriso e vieram correndo em sua direção. "Que maravilha", pensou, "não morri sozinho!" Abraçou Marcelo e Carlão e disse entre soluços: "Caras, como é bom ver vocês aqui comigo!"

Marcelo esbravejou: "Mas como é que te deixaríamos, se tu arrastou a gente para cá!" Estava confirmado, havia morrido e estava no céu. Chorou e pediu perdão por ter feito seus amigos perderem a vida por sua causa. Os amigos riram alto: "Bêbado, esparrento e burro.Cambaleou metade da noite, andou até o parque, dormiu na grama até perto do meio-dia, como o sol a pino nas guampas, acorda de ressaca e acha que está no céu? Mas tu é muito mala mesmo!"

Agradeço aos amigos que postaram este belíssimo vídeo nos SeusTubo e incorporaram nos Yogurte, onde acabei por descobrí-lo!

Carlão (que não matou ninguém hoje) Bueno!

terça-feira, 24 de maio de 2011

Sobre Platão...

Vital acordava todos os dias as 06:30. Sempre atrasado. Pulava da cama assustado e, mais rápido do que o tempo que levava para abrir os olhos, se vestia com grande perícia. Aproximadamente 06:40 já pegava a estrada em direção ao trabalho.

Como qualquer outro ser humano, detestava ter que acordar cedo. Pior, detestava a idéia de ter que sair da cama antes das 09:00. Mas saia. Tinha que sair, pois o caminho era longo e o tempo curto.

Mas, mesmo odiando deixar seu "templo sagrado", exatamente no meio do caminho Vital tinha seu primeiro momento de alegria matinal. Ao longe avistava sua musa, sua inspiração. Eram os melhores 20 ou 30 segundos do dia, quando cruzava pela garota que caminhava (aparentando também estar atrasada) rumo à loja na beira da estrada.

E ela vinha sempre tão linda... Aliás, era um pouco de exagero chamá-la assim. Não tinha um corpo escultural, tão pouco uma face angelical. Muito pelo contrário, era uma garota que passaria despercebida na multidão. Mas ela possuía algo que encantava Vital, algo diferente que lhe dava uma aura especial. Nunca havia visto a garota sorrindo, ou esboçando qualquer reação senão a mesma expressa por ele ao acordar, mas mesmo assim aquela era sua musa.

E assim passaram-se os dias. Ele admirado pela notável beleza exótica da garota morena de pele alva, ela sem ao menos se dar conta da existência de um admirador. Tudo no mais perfeito equilíbrio por dois longos anos. Pelo menos até o dia em que Vital resolveu acabar com o Platonismo e, finalmente, conversar com a moça.

"Oi! Calma! Não precisa se assustar! Só quero um minuto de sua atenção! Eu sei que você não me conhece e eu não conheço você. Aliás, conheço. Sempre lhe vejo indo para o trabalho e nunca tive coragem de lhe dizer que é você quem alegra minhas manhãs, e que penso em você todos os dias... Sei que é estranho ser abordada por um desconhecido logo de manhã, mas adianto que não sou louco. Apenas mais um tolo apaixonado por alguém que ainda não tive a sorte de conhecer..."

A garota estava perplexa... Com expressão de quem não sabia o que responder, a moça virou para Vital e







Ezequiel Balboa

terça-feira, 17 de maio de 2011

Sobre o Açucar...

"Baladas" eram estranhas. Pelo menos era o que pensava Pedro. Acostumado a frequentar bares onde o foco principal era beber, e festas na casa de amigos (aonde o motivo quase sempre era o mesmo), o jovem franzino sentia-se desconfortável com o ambiente no qual havia se inserido. Mas ok, seus amigos estavam afim de "pegar algumas gatinhas", o que não era uma idéia tão ruim.

O único problema era que a inaptidão de Pedro em manter um diálogo com uma mulher, era quase tão grande quanto sua falta de habilidade ao dançar. Mas com sorte, aliada à grandes doses de álcool, carência afetiva e pouco julgamento, as garotas não notariam seu provável vexame.

Chegando à casa noturna, os amigos se dirigiram para uma pista com música eletrônica. O som era péssimo. Fazia com que Pedro se arrependesse de ter deixado sua casa. Mas devia admitir, as mulheres realmente o agradavam.

Meio desajeitado, tentava alguns passos balançando as mãos, mas, ao notar risadas paralelas, logo abandonava as tentativas e voltava ao clássico um passo para o lado, um passo para o outro. Foi quando avistou uma garota que dançava entusiasmadamente no fundo da pista.

Aliás, não era uma garota, era uma deusa. Quando Pedro lhe avistou, parecia que um refletor iluminava a moça, ressaltando seus belos cabelos negros e todas as curvas de seu corpo escultural. Existia uma certa dúvida em relação àquela garota ser a mais linda que o rapaz tivera visto. Mas a dúvida se extinguiu rapidamente ao balançar de seus quadris.

Surpreendentemente, a garota virou na direção de Pedro e lhe lançou um olhar cheio de malícia.

- Não pode ser, devo estar sonhando...

Não estava. Novamente a garota olhou para Pedro, porém, desta vez, virou-se completamente para o rapaz e começou a caminhar em sua direção.

- Não pode ser... E agora... O que eu faço...

- Oi! - disse a bela morena- Tudo bem?

- Tu-tu-tu-tudo...

- Você vem sempre aqui?

- Nã-nã-não... é a pri-primeira vez...

- Você é gago?

- Ga-ga-gago eu?! Nã-não...

- Hehehe, ok. Me diga uma coisa, você tem "bala"?

Não podia ser verdade... Estaria a garota lhe observando 15 minutos atrás quando pegou uma de suas balas de menta no bolso?

- Tenho. Tenho sim!

A garota se posicionou em sua frente, passou os braços suavemente em torno de seu pescoço, inclinou a cabeça e, com uma voz angelical, sussurrou ao seu ouvido:

- Eu quero uma...

Pedro estava quase em choque. Aquilo era mais sorte do que ele podia esperar para toda sua vida. Levou a mão ao bolso direito, onde geralmente guardava as balas, e teve uma infeliz surpresa: O bolso estava vazio.

- Droga, acabou...

- Hm, que pena... Mas e "doce" você tem?

Aí já era demais. Será que ela o conhecia de outro lugar? Não podia ser por acaso alguém perguntar para uma pessoa com hipoglicemia se ele tinha algum doce.

- Ah, tenho sim!

Ao dizer estas palavras, Pedro foi ao seu bolso esquerdo e, com ar triunfante, levantou a barrinha de chocolate que havia guardado para mais tarde.

Com olhar sério, em um misto de decepção e fúria, a garota soltou Pedro, virou-se e sumiu na escuridão da pista, abandonando o rapaz que ficou sem entender nada.

Pedro nunca mais viu a garota, mas até hoje quando o convidam para uma rave, ele responde:

- Eu não, só tem gente doida lá...




Ezequiel Sparrow

segunda-feira, 16 de maio de 2011

!!!!100!!!!

Buenas!


Parece que foi ontem aquele cinco de Janeiro de dois mil e nove, quando pusemos em prática o projeto mais ousado de todo o período de nossa amizade: Entrou no ar o Já Vi Melhores - Blogs, uma cria que ficou anos incubada nas ideias dos amigos que compõem este espaço.

Como um dos pais e idealizadores do projeto, sinto-me orgulhoso por ver que as visitas estão aumentando, que o Ezequiel mantém a peteca no ar sempre e tem trazido muitas pessoas ao nosso pequeno subúrbio na rede. Que fique aqui registrado o "MUITO OBRIGADO!" em nome de todos aqui do JVM a este nobre rapaz que muito nos orgulha em chamar de AMIGO!

Estive ocupado com a segunda faculdade, o bebê chorão e brincalhão e a última e frustante estrela de todas as 484 coletadas nos dois jogos do Mario Galaxy (242 em cada) em meu Nintendo Wii. Simplesmente travei, não consigo passar a fase e chegar até a estrela tão almejada, tão bem quista... já foram gastas mais de 100 vidas...

Esperava também que ao chegar aqui e fazer o meu centésimo post, que teve até campanha no início do ano, eu viria deixar mais um conto, um post sobre o filme do Thor ou do Capitão América, mas não, sinto-me na obrigação de defender algo mais valioso do que apenas alguns minutos de efeitos especiais ou divagar em nossos contos de cinco minutos. Venho aqui hoje defender o nosso português, a nossa tão amada língua.


Por uma infelicidade do destino, estava eu no refeitório da empresa quando ligaram o novo televisor e assisti embasbacado o JN da Globo noticiando a polêmica do livro Por uma vida melhor, da coleção Viver, aprender, adotado pelo Ministério da Educação (MEC) para a Educação de Jovens e Adultos (EJA), da autora Heloisa Ramos, publicado pela Global Editora, onde simplesmente se ensina em um capítulo inteiro que concordância verbal não é importante, além de outras barbáries com nossa língua.

Por favor, destruam esta mulher, após fazer ela comer todos os exemplares desta abominação de livro didático, acompanhada pelos editores, com os responsáveis pela aprovação dele no MEC, nas escolas e fechem todos os estabelecimentos por onde esta "coisa" passou e recebeu aval para ir em frente, matem todas as pessoas envolvidas, queimem os restos e que o que sobrar seja posto em um foguete e mandado para o espaço para arder em alguma estrela bem distante de qualquer sistema solar que possa possuir planetas que em algum momento possam abrigar qualquer forma de vida.



Eu aceito pagar imposto em cascata, eu não me importo com cuecas cheias de dinheiro no congresso, podem aprovar leis que defendam os interesses de meia dúzia de empresários picolionários, me faz ficar no pão e circo de "futebol, carnaval, bolsa 'disto' e putarias", me dá um chute no saco, aceito um cartão do SUS, mas não tira minha cultura, ou o pouco que me resta, não permitam que esta pessoa estirpe a última riqueza que possuímos nesta nação: A nossa língua.

Estou muito inquieto com isto. Os dias finais estão chegando, realmente... Para mim isto desintegrou a barreira do absurdo e abriu precedente para que um "Pocotó, Pocotó, Pocotó" seja considerada pérola da lígua portuguesa daqui mais uns anos, ou alguém aqui não lembra do e-mail viral sobre a prova de português onde eram cobradas questões sobre o "Pocotóismo"?

Se eu chegar aqui e propor luta armada eu vou ser chamado de maluco, tirano, revoltado, mas uma pessoa chegar ao ponto de escrever uma blasfêmia destas e colocar dentro da sagrada instituição que é a escola, é normal... Pois é, vão rever os seus valores também!

Até breve (ou não!)!!!



"Todo o castigo pra corno é pouco!"

domingo, 15 de maio de 2011

Sobre Nomes...

Todo mundo tem um nome. Alguns (revoltados) podem dizer que o nome é só mais um rótulo que a sociedade impõe, ou mais uma maneira que "o sistema" encontrou para poder lhe encontrar, mas, mesmo que não goste, todo mundo acaba aprendendo a conviver com ele.

Muitas vezes nem sabemos de onde eles vêm, mas mesmo assim sempre atendemos quando nos chamam. "Pois é, meu nome é Wando porque minha mãe gostavade um cantor da época dela e decidiu me dar esse nome...".

Alguns tentam disfarçar nomes estranhos ou muito compridos com apelidos ou diminutivos. "Meu nome Juliedsonsvaldo, mas o pessoal me chama de 'Vado' mesmo". Outros tem seus nomes atrelados à estes apelidos. "Sim, Cris é de Cristina...".

Eu gosto do meu nome. Claro, quando escrito e pronunciado corretamente. Ezequiel. Não Esequiel, nem Izequiel, muito menos Izaquiel. É "E" e "Z", e eu gosto de deixar isso bem claro. Mas o mais interessante é que se o seu nome não é tão comum, a probabilidade de ser esquecido é enorme.

Nesta semana que passou, retornou à instituição em que estudo um professor que nos deu aula no ensino médio. Ele era muito conhecido, entre outras coisas como "caçar" alunos que matassem aula, por errar nomes. O meu principalmente. Certa vez, durante uma de suas explanações sobre curvas geográficas, ele tentou me chamar a atenção (é, eu não dava a mínima para aquela aula...): "Jeremias... Jeremias?... Não, não é isso... Jeremias... Israel..." "Ezequiel, professor" "Isso, sabia que era algo bíblico..."

Pois bem, ele voltou. Como descobri? Estava caminhando pelos corredores qundo notei aquele cara de fisionomia familiar que se aproximou e disse convicto: "E aí Moisés, tudo bem?"





Ezequiel Young

sexta-feira, 13 de maio de 2011

The End...

Um tiro. Apenas isso. Sem qualquer outro ruído, sem qualquer visão, sem qualquer motivo. Apenas um tiro.

Não podia olhar ao redor, ou não queria, não importava... Enxergava apenas a escuridão que o abraçava firmemente como uma velha amiga e aos poucos ia tomando conta de tudo. Parado em sua frente, observando com extrema calma, estava seu algoz. Um rapaz de pele parda e porte mediano, que com seus castanhos olhos observava tudo sem explicitar nenhum sentimento ou reação. A camiseta verde oliva ressaltava os cabelos negros que quase tocavam os ombros do rapaz.

Não sabia como, muito menos por que, apenas sabia que estava partindo. O frio aumentava. A escuridão também. Um choro reprimido começava a tomar o lugar de todos os outros sentimentos.

"Droga... Morri..."

De novo.



Ezequiel Jones

domingo, 8 de maio de 2011

Mamãããeee Queriiiiida...

Buenas!

Desde os tempos mais primórdios, o Já Vi Melhores é um grupo blogístico (se é que isso existe) de cunho humorístico, que tem como principal passa-tempo sacanear os outros. Entretanto, contudo, todavia e porém, hoje não faremos isso!!!


Hoje deixamos todas as baboseiras de lado para fazer um pequeno agrado "pras véias". Isso mesmo, nós também temos mãe! E por isso queremos desejar à todas as mães (principalmente às nossas que nos aturam) um Feliz Dia das Mães, pois elas não tem culpa de terem filhos assim!!!







Ezequiel, o Doutrinador