sexta-feira, 27 de maio de 2011

Intervalo

Buenas!

Enquanto o Ezequiel não termina o post anterior, vou distraí-los por alguns instantes.


O outro lado

A luz cegou-o por alguns minutos. Quando seus olhos começaram a enchergar novamente, notou um pequeno grupo de pessoas no campo, logo a sua frente. "O que eu estou fazendo aqui?" Perguntava-se, ainda atordoado. As pessoas logo adiante pareciam distraídas e alegres, além de não notarem a presença de Thiago sentado na grama, com cara de bobo. "Será que eu morri? Isto é o céu?" Peguntou-se novamente, aflito por não saber de nada do que acontecia ali.

Lembrou-se de conferir as horas no seu relógio, mas não o possuia mais. O pavor. Revistou rapidamente seus bolsos e não encontrou sua carteira, documentos, nada. O pavor aumentou. Caminhou cambaleante alguns passos e não aguentou, sentando-se na grama e observando as pessoas rindo e andando de um lado para o outro, alheios a sua presnça.

O sentimento de que havia algo errado havia aumentado, mas Thiago continha-se. Ouvira falar que quando se morria o espírito podia passar muito tempo desorientado e ele já começava a crer que estava vivendo esta experiência agora. Mas como ele poderia estar no céu, se nunca havia entrado em uma igreja sequer, pois sua orientação religiosa simplesmente não existia. Se ali era o paraíso e ele havia morrido, certamente houve algum equivoco da ala angelical responsável pela admissão de espíritos.

O calor era intenso e ele procurou a sombra de uma árvore próxima e sentou-se para analisar os fatos novamente. Havia saído de casa na noite anterior com o Marcelo e o Carlão, encontraram o Ezequiel e foram até um barzinho no centro beber algumas e olhar as mulheres. Um flash. Ele estava na rua, bêbado, os carros passando e o farol alto de um automóvel vindo em sua direção, outro flash, escuridão e acordou no paraíso.

Sentia seu corpo todo dolorido, não sabia onde estavam seus amigos, onde estava. Aceitava a ideia de que havia morrido, não sabia do que, mas havia passado daquela para uma melhor, isto era certo. Um menino veio até perto dele, pegou o discod e plástico do chão e jogou-o para que seu cão sorridente buscasse correndo e latindo. Thiago pensava: "Posso me acostumar com isto! Com certeza!"

Foi então que ouviu a voz de Marcelo e logo depois a de Carlão. Lá vinham eles, caminhando tranquilamente e quando avistaram Thiago abriram um sorriso e vieram correndo em sua direção. "Que maravilha", pensou, "não morri sozinho!" Abraçou Marcelo e Carlão e disse entre soluços: "Caras, como é bom ver vocês aqui comigo!"

Marcelo esbravejou: "Mas como é que te deixaríamos, se tu arrastou a gente para cá!" Estava confirmado, havia morrido e estava no céu. Chorou e pediu perdão por ter feito seus amigos perderem a vida por sua causa. Os amigos riram alto: "Bêbado, esparrento e burro.Cambaleou metade da noite, andou até o parque, dormiu na grama até perto do meio-dia, como o sol a pino nas guampas, acorda de ressaca e acha que está no céu? Mas tu é muito mala mesmo!"

Agradeço aos amigos que postaram este belíssimo vídeo nos SeusTubo e incorporaram nos Yogurte, onde acabei por descobrí-lo!

Carlão (que não matou ninguém hoje) Bueno!

segunda-feira, 16 de maio de 2011

!!!!100!!!!

Buenas!


Parece que foi ontem aquele cinco de Janeiro de dois mil e nove, quando pusemos em prática o projeto mais ousado de todo o período de nossa amizade: Entrou no ar o Já Vi Melhores - Blogs, uma cria que ficou anos incubada nas ideias dos amigos que compõem este espaço.

Como um dos pais e idealizadores do projeto, sinto-me orgulhoso por ver que as visitas estão aumentando, que o Ezequiel mantém a peteca no ar sempre e tem trazido muitas pessoas ao nosso pequeno subúrbio na rede. Que fique aqui registrado o "MUITO OBRIGADO!" em nome de todos aqui do JVM a este nobre rapaz que muito nos orgulha em chamar de AMIGO!

Estive ocupado com a segunda faculdade, o bebê chorão e brincalhão e a última e frustante estrela de todas as 484 coletadas nos dois jogos do Mario Galaxy (242 em cada) em meu Nintendo Wii. Simplesmente travei, não consigo passar a fase e chegar até a estrela tão almejada, tão bem quista... já foram gastas mais de 100 vidas...

Esperava também que ao chegar aqui e fazer o meu centésimo post, que teve até campanha no início do ano, eu viria deixar mais um conto, um post sobre o filme do Thor ou do Capitão América, mas não, sinto-me na obrigação de defender algo mais valioso do que apenas alguns minutos de efeitos especiais ou divagar em nossos contos de cinco minutos. Venho aqui hoje defender o nosso português, a nossa tão amada língua.


Por uma infelicidade do destino, estava eu no refeitório da empresa quando ligaram o novo televisor e assisti embasbacado o JN da Globo noticiando a polêmica do livro Por uma vida melhor, da coleção Viver, aprender, adotado pelo Ministério da Educação (MEC) para a Educação de Jovens e Adultos (EJA), da autora Heloisa Ramos, publicado pela Global Editora, onde simplesmente se ensina em um capítulo inteiro que concordância verbal não é importante, além de outras barbáries com nossa língua.

Por favor, destruam esta mulher, após fazer ela comer todos os exemplares desta abominação de livro didático, acompanhada pelos editores, com os responsáveis pela aprovação dele no MEC, nas escolas e fechem todos os estabelecimentos por onde esta "coisa" passou e recebeu aval para ir em frente, matem todas as pessoas envolvidas, queimem os restos e que o que sobrar seja posto em um foguete e mandado para o espaço para arder em alguma estrela bem distante de qualquer sistema solar que possa possuir planetas que em algum momento possam abrigar qualquer forma de vida.



Eu aceito pagar imposto em cascata, eu não me importo com cuecas cheias de dinheiro no congresso, podem aprovar leis que defendam os interesses de meia dúzia de empresários picolionários, me faz ficar no pão e circo de "futebol, carnaval, bolsa 'disto' e putarias", me dá um chute no saco, aceito um cartão do SUS, mas não tira minha cultura, ou o pouco que me resta, não permitam que esta pessoa estirpe a última riqueza que possuímos nesta nação: A nossa língua.

Estou muito inquieto com isto. Os dias finais estão chegando, realmente... Para mim isto desintegrou a barreira do absurdo e abriu precedente para que um "Pocotó, Pocotó, Pocotó" seja considerada pérola da lígua portuguesa daqui mais uns anos, ou alguém aqui não lembra do e-mail viral sobre a prova de português onde eram cobradas questões sobre o "Pocotóismo"?

Se eu chegar aqui e propor luta armada eu vou ser chamado de maluco, tirano, revoltado, mas uma pessoa chegar ao ponto de escrever uma blasfêmia destas e colocar dentro da sagrada instituição que é a escola, é normal... Pois é, vão rever os seus valores também!

Até breve (ou não!)!!!



"Todo o castigo pra corno é pouco!"