quinta-feira, 30 de junho de 2011

Sobre Refeições Antigas...

Buenas!

Hoje aconteceu uma coisa interessante comigo e resolvi compartilhar. Estava no meu trabalho, no horário de almoço, saboreando minha apetitosa marmita requentada quando meu cérebro trouxe à tona uma memória recente. Sim, esta é a coisa interessante. Ok, admito que meu cérebro não é lá essas coisas, mas voltemos ao assunto principal.

Estava recordando um curto período em que estive em uma feira na "Cidade Maravilhosa". Ou na "terra da Garoa", sempre confundo as duas... Tá, que seja, São Paulo... O importante é que eu estava lá... O relógio recem tinha apontado as 20:00 e eu estava no aeroporto aguardando o vôo que "sairia" às 22:00 (sairia, se o Murphy não tivesse me sacaneado...).

Então resolvi ir ao único restaurante do aeroporto que não tinha hamburger como prato principal. Um lugar bacana, até. Entrei, um garçom se ofereceu pra levar minha mala até a mesa. Chegando na dita, fiquei meio sem jeito, pois não estou acostumado com pessoas me chamando de Sr. e puxando cadeiras para mim. Mas sentei mesmo assim.

Logo uma moça bonita, com um terninho azul, brotou do meu lado com um sorriso que deixaria sem jeito até o mais bruto dos cactus: "O Sr. quer o cardápio?". "Q-quero...". No segundo seguinte o cardápio estava em minhas mãos, e a moça já seguia o rumo da cozinha. Lembro que mal deu tempo de baixar a cabeça para ler, apareceu outra moça, tão bela quanto a primeira, depositando sobre a mesa alguns cestinhos com pãzinhos de queijo, torradas, patês, azeitonas e outras frescurinhas apetitosas.

Mas no momento não prestei muita atenção às guloseimas. Abri o cardápio, olhei para os itens do menu, levantei a cabeça para ver se realmente estava acordado, olhei de novo... É, não era sonho, estava lá mesmo... "Buffet Livre...............................R$ 60,00".

Bem, sou um apreciador das coisas boas da vida, mas... R$ 60,00 por uma janta?! Beeeeeemmm capaz...
Mudei a página, mas a depressão se mantinha. Até que decidi optar por algo um pouco menos "salgado", um prato de massa com um molho estranho. Levantei a cabeça para procurar o garçom, mas ele já estava do meu lado. Provavelmente observando minha reação ao ver a tabela de preços. Pedi a massa. Educadamente, o rapaz pegou o cardápio que jazia em minhas mãos e foi para a cozinha.

Como estava com uma certa "gastura", acabei atacando as frescurinhas da mesa. Enquanto acabava com a última azeitona preta, o rapaz chegou trazendo meu pedido. Num prato branco, um punhadinho de massa nadando em uma quantidade imensa de molho, que mais parecia uma sopa. Pelo menos estava muito boa, apesar de pouca. Mas, por sorte, as frescurinhas da mesa já haviam preenchido um pouco do buraco sem fim que chamo de estômago.

Mal terminei de pescar a massa, e os pequenos pedaços de lula que a acompanhavam, outro garçom apareceu ao meu lado com uma bandeja euma mini chícara, que provavelmente desapareceria entre meus dedos: "Café, Sr.?". O café era bom, devo admitir. A comida também.

Como estava com medo de pedir mais alguma coisa, fiz sinal para o garçom trazer a conta. Neste momento eu faço uma pequena pausa para desviar um pouco o assunto. Acho tão estranho os lugares que trazem a conta dentro daquelas cadernetinhas de couro... Parece que estão trazendo um livro com uma história... "Era uma vez um grupo de pessoas que chegou com fome e pediu uma porção de batatas fritas...".

Mas, voltando ao assunto, o garçom trouxe a tal da cadernetinha. Resumo da ópera: O prato de massa saiu por R$ 35,00. As frescurinhas da mesa (que eu nem havia pedido) custaram R$ 15,00. A mini xícara de café foi R$ 6,00. Juntando os 10% de gorjeta, façam as contas...

Muito apavorado e a contra gosto, paguei a conta. Me senti um mafioso quando coloquei o dinheiro dentro da caderneta, fechei e passei para o garçom. Até deu uma certa sensação de aventura. Mas provavelmente era meu cérebro tentando me distrair do choque.

Depois disso fui para o saguão do aeroporto. Ainda com fome, porém sem dinheiro. Mas a única reclamação que faço, é por não ter encontrado dentro do aeroporto algum lugar para registrar o boletim de ocorrência...




Ezequiel Walker

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Sobre Qualquer Coisa...

Depois de mais um sonho destruído ele voltou para casa...
Derrotado por si mesmo, caminhava sozinho, carregando o mundo nos ombros e universo no pensamento... Em seu peito algo palpitava, mas já não tinha certeza do que era...

A noite era fria, não se via lua nem estrelas, apenas uma nuvem densa e a "fumaça" que abandonava o corpo dos que se arriscavam na rua...

Apesar do terror glacial que se instaurava, muitas pessoas haviam deixado suas casas e trafegavam pela cidade... Ele se mantinha alheio... Fazia aquilo que mais lhe aprazia: Ignorava todo o resto e se mantinha só...

Normalmente se esforçava ao máximo para fingir que se importava com as coisas que as pessoas normalmente se importam... Mas naquela noite não... Despido de qualquer falso humanismo, apenas caminhava, e aguardava o consolo que o esperava em casa, dentro da garrafa de whisky...




Ezequiel, com "E" e "Z"

terça-feira, 21 de junho de 2011

Minicontante

Buenas!

Através de uma matéria na faculdade de letras descobri um gênero literário novíssimo, uma arte dentre os desocupados internetantes, o miniconto. Tudo bem que não é algo tão novo assim, mas para mim foi uma descoberta razoavelmente nova e importante.

Você não consegue escrever mais do que uns dois parágrafos daquela história que tava na tua cachola? Não, você já escreveu um miniconto. Exemplo:

Sobre meninos e games

A mãe brigava todo o dia com o Gui. "Sai deste video-game e vai jogar bola na rua" ela dizia. Mas não adiantava. O guri jogava o dia inteiro, deitado no sofá da sala.


No último natal a mãe tentou resolver o problema: tirou os sofás da sala. Mas o Gui não cedeu, joga em pé ou sentado no chão.

***

Viram como é simples?!

Ana Mello, administra o site Minicontando, que está nas nossa dicas ali ao lado (e pode ser acessado cricando aki) onde ela expõe com maestria o gênero.

São histórias curtas, muitas vezes apenas uma passagem breve, mas tão breve que cabe nos cento e poucos caracteres do Twitter. Já rolou até uns concursos, existem alguns e-books do gênero sendo distribuidos de grátis na web e vários sites especializados.


Mas eu, chucro, estava só relendo "As Últimas do Analista de Bagé" e lambendo cuidadosamente minha coleção do Gaiman...



Até breve pessoal!!!


Se grito resolvesse porco não morria. [Falcão]



quinta-feira, 16 de junho de 2011

Os Técnicos...

Hola!

Sei que entre os membros mais assíduos do JVM já se comentou isto, mas o público que nos prestigia talvez não saiba de nossa formação: Os Técnicos em Plásticos. Este ser, que dedicou uma parcela de sua vida para estudar cadeias de carbono, é uma incógnita, um polivalente, um ser errante que pode estar escondido fora de seu habitat e até mesmo aí do seu lado agora.

Todos aqui, exceto o desaparecido Zé Leandro, cursaram uma renomada escola e concluíram o tal curso. Infelizmente, apenas uma pequena parcela dos primeiros seres desta espécie lograram êxito, sendo que a maioria jogou a virtude no bolso do paletó que não serve e ficou no armário para alimentar as traças.

Vou contar minha história. Cursei até o último ano, passei, fui na formatura e não larguei meu emprego em uma siderúrgica (você não leu errado), assim eu derretia aço, bem, na verdade solidificava o aço líquido, cortava e pesava. Foram quase doze anos nesta vida de steel. Tive um companheiro de curso técnico que ficou pouco mais de dois anos nesta vida comigo, mas virou "plastiqueiro", o traidor. Mas eu fui além, cursei também o curso de Tecnologia em Polímeros.

O estágio obrigatório do curso técnico ficou lá no bolso daquele paletó, lembra? Mas eu perseverava. Até que minha vida de steel acabou, deixando-me um pária na sociedade, formado em plásticos e com experiência no aço...

Fui além, conseguindo meu segundo emprego, fabricando painéis de madeira aglomerada, o famoso MDP (que é o mesmo aglomerado de antigamente, com menos formol e um nome mais batuta). Lá encontrei mais dois que deveriam ser "plastiqueiros" mas desvirtuaram.


Fazendo um "à parte", o bicho técnico em plásticos é mesmo muito versátil. Encontraremos ele nas bilheteiras do Trensurb, pilotando trens e, lógico, como passageiro diário. Se você for em lojas de instrumentos, você também achará o técnico em questão. Minha companheira foi colega de uma técnica que foi minha colega nos dois cursos e que virou atendente de telemarketing, mas a vida é assim.

Ainda procurando aplicações mais ousadas para utilizar seus conhecimentos e impressionar a galera na hora do café em copo plástico, encontrei um técnico em plásticos trabalhando numa fábrica de cigarros, outros dois como açougueiros, um dono de loja de celular da "escuro" e não poderia me esquecer do "Mano K", que faz manutenção de empilhadeiras e tratores.

Um companheiro aqui do JVM já foi "plastiqueiro", picareta, australiano, projetista, italiano e agora é pai, mas ainda trabalha na área de projetos. Outro, que nunca postou nada aqui, mas está nos créditos, já foi segurança do Trem e é servidor público já no terceiro ou quarto concurso... Um outro, hoje, é bilheteiro, e dá risada...


Dói, mas voltei a minha história recente. Foram onze anos desde o término do curso, mas me rendi. Hoje eu virei "plastiqueiro" e acompanhei a retirada do primeiro "jacaré" de minha existência de uma entrada de rosca de uma máquina injetora. Mas isto não me impressionou. O que realmente me deixou embasbacado foi a quantidade de técnicos em plásticos que haviam corrido da raia e estão voltando que eu encontrei. Tudo bem que muitos nunca correram, visto que um deles é meu chefe... mas tem um monte no mercado, e que trabalha na área!

Foi uma descoberta que me deixou impressionado.

Ah! Quase esqueço de citar o que trabalha na locadora de DVD, o fiscal de ônibus, os professores e o que está virando estrela do rock!!! E o do JVM que cursa jornalismo não conta porque ele é "plastiqueiro" de laboratório ainda...

Até mais pessoal!!!

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Da novidade à nostalgia!!!

Buenas!

Ou acabo com esta gripe ou ela acaba comigo, ou então vamos nos separar...

Saiu novo clipe do Skylab, um de nossos ícones da MPB, trash-metal-gótigo-brega-purulento....




Mais vídeos no canal dele no youtube.

Ainda tento entender a sociedade, mas vejo uma certa resistência, por parte dela, de tentar entender meu ponto de vista. Enquanto isto, coexistimos e nos aturamos...


***

Perdi o programa especial com todos os Bozos de todos os tempos no SBT. Um dos problemas que se tem quando não se assiste televisão em casa.




Calma aí companheiro, eu tive infância, mas também tive o Bozo!!!!

Não só o Bozo, mas também o Balão Mágico!!!!



Até outro dia!!!