terça-feira, 26 de julho de 2011

Para não falar de flores

Buenas!

Já faz algum tempo que estamos deixando só o caçula cuidando da casa. O Ezequiel, este mesmo que esteve com os anos em festa poucos dias atrás...

A Noite do Assalto

Ele se locomovia lentamente pela rua que teimava em balançar sob seus pés, na vã tentativa de fazê-lo tropeçar. Mas estava feliz, pois fora mais uma noitada bem sucedida com os amigos: as risadas, a roda de violão e as duas caixas de cerveja valeram muito a pena.

Logo adiante, em uma esquina próxima, ele notou um vulto mover-se para ocultar-se em um muro baixo, que esperava ansioso por um acabamento nos tijolos pobres, expostos tristemente ao tempo. "Ah, um cachorro!" ele pensou, seguindo seu rumo trôpego.
A abordagem foi breve, pois oito elementos saltaram na esquina e o cercaram, apontando dois revólveres velhos para sua cabeça, forçando-o a deitar-se no chão. Aos gritos, os adolescentes, que ele notou estarem drogados, foram sacando suas coisas de dentro da mochila e espalhando pelo chão de terra vermelha, no aterro espalhado em frente a casa em construção.
Encontraram telefone celular, umas moedas e fichas de ônibus, mas queriam dinheiro. Começaram a revistar o infeliz e a sacar suas peças de roupas para realizarem uma avaliação, dando a cada peça rejeitada o mesmo destino dos pertences que encontravam-se outrora na mochila surrada, comprada em um ambulante.
Sentindo-se humilhado, apenas de cuecas e meias, implorou aos seus algozes por sua vida e uma camiseta para proteger-se um pouco do frio intenso daquela noite, quando ouviu o primeiro disparo. Sentindo seu fim próximo ele abriu os olhos para ver que o tiro havia sido disparado muito próximo de sua cabeça, mas não o atingira.

Ele era um chato de galochas, mas era um gigante!

Os agressores encontraram por fim sua carteira e retiraram os poucos trocados que lá haviam sobrado, junto com algum cartão bancário e umas poucas folhas de cheque que lá estavam. Decidiram que o deixariam viver para trazer dinheiro na próxima semana. Mas, para não deixar que o recado fosse esquecido, revesaram-se chutando o infeliz até que ele desmaiasse.
Quando acordou, reuniu forças e catou suas coisas jogando-as para dentro do que sobrou da mochila rasgada, vestiu algumas peças de roupa e seguiu mais tonto do que antes, ao rumo de sua casa. Seu corpo parecia anestesiado, pois não conseguia sentir nem avaliar os danos sofridos pelo frio e pela surra. Mas seguiu seu caminho.
Alguns metros adiante, em outra esquina, notou três homens caminhando em sua direção, que ao notarem seu estado precipitaram-se para acudí-lo. Perguntaram onde ele morava e mudaram seu rumo para acompanhá-lo.
Após resumir o ocorrido, um dos homens perguntou se os bandidos haviam levado tudo o que ele tinha de valor. Ao responder que sim, sentiu que perdeu o apoio de um dos homens, que, sacando uma pistola da cinta e apontando para seu rosto disse: "Que sorte tu tens, pois esta era tua segunda blitz da noite." e o rapaz pode ouvir parte do segundo e derradeiro disparo da noite.

Até a próxima carnificina!

Carlão (que não levou o segundo tiro) Bueno

Esta aqui era "podiloca", mas, não tenho que defender ela não...


Abaixo tá iscrito errado, mas pode cê incorporado...


E dos meus heróis, só entra a Cássia Eller.