terça-feira, 25 de outubro de 2011

SOBRE NADA ESCREVER

Já dizia o filosofo J.M.Marins:
"Quem não aparece, praticamente, desapareçe!"

Por isso venho por essas escaças linhas pedir, a exemplo do que disse o ex-presidente Fernando Collor nos últimos momentos de seu governo, quando já se encontrava afundado num mar de fezes, "por favor, minha gente, não me abandonem!"
Tenho dito

Zé Leandro

domingo, 2 de outubro de 2011

Viajando...

Buenas!

Ainda fico surpreso com a capacidade de fazer "merda" inerente aos seres humanos...

***

Subi, cautelosamente, cada um dos três mil degraus esculpidos toscamente na pedra, até chegar ao topo da montanha e cruzar o pequeno portão de madeira enegrecida pelos anos e prestes à ruir. Dali, tive de esgueirar-me pela borda fina da parede norte protegido pelo telhado da torre, o qual não permitia que tivessem uma visão minha por aqueles lados.

Alguns pequenos passos me separavam do alçapão que me serviria de entrada ao castelo, mas parei e me pus à observar o norte e a grande área que se estendia até o horizonte, crivada de pequenos lagos, alguns córregos menores e dois grandes rios que seguiam serpenteando, ora próximos de tornarem-se um, ora correndo para lados opostos. Os rebanhos de feras pareciam pequenos borrões que moviam-se lentamente o mundo lá embaixo.

Perguntei-me "o que fazia eu ali", pois não sabia se o castelo era de amigos ou inimigos, se retornava ao meu próprio castelo, que perdi em outro sonho, e tampouco sabia o nome do lugar onde me encontrava, sabia apenas que a solidão que sentia contrastava com toda a beleza que adentravam por meus olhos e tornava alegre meu coração.

Ouvi vozes e, como em reflexo, cravei meus dedos na parde de pedra na qual me apoiava e fiquei aguardando o desfecho da situação. Um casal de velhos subia lentamente os últimos degraus da escada e aproximavam-se calmamente do portão. Me viram, acenaram, cruzaram o portão e desapareceram assim que passaram por ele, como se tivessem cruzado um portal para outra dimensão.

Fiquei pasmo, perguntando-me o que teria acontecido, quando a voz em minha mente disse: "Você ainda não está pronto. Volte quando tiver mais maturidade." e fui acordado novamente por meu despertador.