terça-feira, 25 de outubro de 2011

SOBRE NADA ESCREVER

Já dizia o filosofo J.M.Marins:
"Quem não aparece, praticamente, desapareçe!"

Por isso venho por essas escaças linhas pedir, a exemplo do que disse o ex-presidente Fernando Collor nos últimos momentos de seu governo, quando já se encontrava afundado num mar de fezes, "por favor, minha gente, não me abandonem!"
Tenho dito

Zé Leandro

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Sobre Gente Chata...

Não é horrível conviver com gente chata?

Hoje fui ao barbeiro. Chegando lá, como de costume, sentei no banco que fica encostado na parede de frente para a televisão e peguei uma revista masculina o jornal para passar o tempo enquanto não chegava minha vez. Independente do dia ou da hora em que vou lá, está sempre lotado.

Nesta minha infortuita visita tive o desprazer da companhia de dois seres, os quais nunca havia visto, não faço ideia de quem sejam e também não tenho a menor pretenção de rever. Pois bem, estas duas criaturas estavam conversando sobre experiências passadas envolvendo discussões de trânsito, agressões, intimidações e um grande festival de "sou foda". E eu lá, sentado, lendo meu jornal e tentando controlar minha enorme vontade de roubar a navalha do barbeiro e acabar com aquele sofrimento. Ou abrir a garganta dos dois.

Mas me contive. Heroicamente, diga-se de passagem. Continuei tentando ignorar aqueles dois, mas ficava cada vez mais difícil, já que os dois começavam a se empolgar no assunto e falar cada vez mais alto.

E com o passar do tempo, e com base no conteúdo da conversa, comecei a analizar a situação e cheguei à conclusão de que eles faziam parte de dois grupos de pessoas das quais não gosto. Primeiro: gente que fala sem parar de assuntos que não interessam à ninguém, normalmente com um discurso do tipo "sou foda" e com a falsa ilusão de que estão agradando. Geralmente essas pessoas falam demais para tentar disfarçar o quão vazias elas são. O segundo tipo: gente cretina que tenta tirar vantagem nas situações mais banais por acreditar ser melhor que os outros. Estes, normalmente são aqueles FDPs que furam filas, estacionam em fila dupla, ultrapassam pelo acostamento e etc.

Mas o que mais me aborrece nisso tudo, é saber que o mundo está repleto dessa gente e que eles vão continuar se multiplicando cada vez mais. É, agora aquela navalha me parece um pouco mais tentadora...




Ezequiel Cash

domingo, 2 de outubro de 2011

Viajando...

Buenas!

Ainda fico surpreso com a capacidade de fazer "merda" inerente aos seres humanos...

***

Subi, cautelosamente, cada um dos três mil degraus esculpidos toscamente na pedra, até chegar ao topo da montanha e cruzar o pequeno portão de madeira enegrecida pelos anos e prestes à ruir. Dali, tive de esgueirar-me pela borda fina da parede norte protegido pelo telhado da torre, o qual não permitia que tivessem uma visão minha por aqueles lados.

Alguns pequenos passos me separavam do alçapão que me serviria de entrada ao castelo, mas parei e me pus à observar o norte e a grande área que se estendia até o horizonte, crivada de pequenos lagos, alguns córregos menores e dois grandes rios que seguiam serpenteando, ora próximos de tornarem-se um, ora correndo para lados opostos. Os rebanhos de feras pareciam pequenos borrões que moviam-se lentamente o mundo lá embaixo.

Perguntei-me "o que fazia eu ali", pois não sabia se o castelo era de amigos ou inimigos, se retornava ao meu próprio castelo, que perdi em outro sonho, e tampouco sabia o nome do lugar onde me encontrava, sabia apenas que a solidão que sentia contrastava com toda a beleza que adentravam por meus olhos e tornava alegre meu coração.

Ouvi vozes e, como em reflexo, cravei meus dedos na parde de pedra na qual me apoiava e fiquei aguardando o desfecho da situação. Um casal de velhos subia lentamente os últimos degraus da escada e aproximavam-se calmamente do portão. Me viram, acenaram, cruzaram o portão e desapareceram assim que passaram por ele, como se tivessem cruzado um portal para outra dimensão.

Fiquei pasmo, perguntando-me o que teria acontecido, quando a voz em minha mente disse: "Você ainda não está pronto. Volte quando tiver mais maturidade." e fui acordado novamente por meu despertador.