sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Diários de São Paulo (parte 3)...


São Paulo é uma cidade estranha. É uma mistura de gente de todo tipo, toda cor, toda classe social. Mas até que é legal. Ontem comecei a desbravar um pouco mais desta terra e me aventurar campo a fora pelos metrôs. Realmente, é uma estrutura muito boa, mas não consigo me agradar com a multidão...

Mas, além de me aventurar no metrô, resolvi dar uma caminhada pelas redondezas (do hotel). E tenho que confessar, até que é um lugar bacana, apesar de ser conhecido como a crackolândia de São Paulo...

Outra coisa interessante que descobri é que aqui aquelas bandas formadas por caras cabeludos e de camisa de bandas de havy metal também tocam samba nos bares. E independente do dia, todos ficam até altas horas tomando chopp na rua. Inclusive nesta.

E aqui até que está agradável, apesar do restaurante lotado que fica aqui perto, dos 1597 helicópteros que passam toda noite aqui por cima, das sirenes de polícia e do cara da pavimentação, que vem toda noite destruir a rua com sua britadeira...

É, acho que hoje não vai ser muito fácil pra dormir...




Ezequiel Williams

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Diários de São Paulo (parte 2)...


Aqui estou eu novamente. Aliás, ainda. Mas hoje tenho certeza de que estou na terra da garoa. Na verdade é muito fácil de deduzir isso, basta olhar pela anela do quarto. Janela esta que me foi motivo de surpresa há alguns instantes. Estava com calor e resolvi testar a janela, pois estas normalmente são trancadas nos hotéis. Não no meu. Exato, estou no 13º andar e consigo abrir a janela facilmente. Na verdade é uma situação meio estranha. Mas, como sempre, não vim falar sobre isso.

Liguei o note na esperança de escrever um grande texto, mas isso não vai acontecer porque comi demais e agora estou com muito sono...

Boa noite.





Ezequiel Ward

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Diários de São Paulo (parte 1)...


Aqui estou eu. Novamente na “Cidade Maravilhosa”. Ou na “Terra da Garoa”, nunca sei... Mas desta vez minha estadia será um pouco mais longa, o que não significa que eu necessariamente ainda esteja aqui quando você estiver lendo este texto, já que me recusei a pagar a taxa de R$ 8,00 por uma hora de wi-fi do hotel.

Mas não é sobre isso que vim falar. Só apareci pra contar como foi meu dia. Não que alguém se importe, mas tudo bem. Cheguei no hotel, organizei minhas coisas no quarto e resolvi dar um passeio para conhecer a região. Passeio este que não aconteceu, pois fui desencorajado pelo porteiro que me alertou sobre as condições de segurança do bairro.

De qualquer forma, saí atrás de uma farmácia, pois esqueci minha escova de dentes, e descobri que as farmácias não abrem aos domingos. Mas não perdi a viajem. Resolvi encontrar algum lugar para fazer um lanche. Encontrei. Um. Somente um. E não era uma lancheria, era um restaurante com buffet e tudo. As 17:00. Outra coisa interessante foi quando o dono do local me disse que o restaurante fechava as 18:00, o que me pareceu muito estranho pra falar a verdade. Mas tudo bem, resolvi “jantar” as 17:00 pra não ter que depender da porção do bife com salada que o hotel oferece pela módica quantia de R$ 30,00. Jantei. Ou quase isso. Outra descoberta interessante que fiz hoje, é que os “pimentõezinhos” amarelos daqui não são iguais aos verdes que comemos pelo RS. Não. Estes são conhecidos por deixarem bocas, gargantas e estômagos desavisados, no caso os meus, em chamas.

Depois da quase janta e das duas latas de refrigerante que tomei pra acalmar a pimenta, voltei para o hotel. Até que é um lugar bacana. Tem uma janela enorme no quarto. E pude ver muitas coisas. Como a rua lá embaixo, os carros que passam (incluindo os da polícia), muitos helicópteros e até um cara gordinho que mora no apartamento do outro lado da avenida e gosta de passar na frente da janela sem camisa. Vi muitas coisas. Mas o que não vi, e realmente me deixa com saudades, são as estrelas... Sei que posso parecer meio romântico nesta hora, mas é muito estranho olhar par o céu e não ver nenhum ponto brilhante (além dos helicópteros).

Sei lá, mas isso também pode ser apenas saudade de casa...



Ezequiel Nômade