sábado, 31 de dezembro de 2011

Último Post Cretino do Ano...


Hoje termina 2011. Ou amanhã, nunca me dou bem com essa história de que hora o dia começa ou termina...

Mas se alguém estiver se perguntando como me sinto em relação a isso, me deixe contar como foi meu dia.
Acordei, abri a janela e descobri que estava chovendo pra burro. Esperei até as 18:00 pro tempo dar uma estiada boa, passei no meu trabalho e fui rumo à praia, onde minha família me aguardava. Aí é que realmente começou meu suplício.

No início da viagem, umas duas cidades à frente, dois caras deram a entender que iriam tentar roubar minha moto. Acelerei e, com uma manobra um pouco imprudente de minha parte, consegui ficar entre dois ônibus que passavam. Como a estrada era mão única e estava bem movimentada, os dois tentaram me alcançar, porém  sem sucesso.

Dirigi aproximadamente 100 km até chegar ao pedágio, onde costumo parar para descansar um pouco antes de seguir a viagem. Parei na lancheria, tomei um café e comi um sanduíche. Bons, até. Mas não valiam os R$13,00 que me custaram.

Ao voltar para a estrada, notei que o trecho à frente estava com uma ventania muito forte, o que provavelmente seria um problema pra mim. E, de fato, foi. Dirigindo a 40 km/h, o vento quase me derrubou. Três vezes. Cheguei a colocar o pé no chão em uma delas.

Vendo que não tinha outro jeito, dei meia volta e dirigi mais 100 km até chegar em casa. A viagem de volta também foi repleta de emoção. Pensei que não daria tempo, mas consegui chegar ao posto de combustível com 2 L de gasolina no tanque. Após, voltei para casa, para passar o meu primeiro réveillon longe da minha família.

Ah, na verdade meu tormento ainda não terminou, pois, enquanto escrevo este texto, o vizinho do lado prepara um churrasco ao som de “Ai, se eu te pego”... É tortura demais...

Alguns podem pensar que estou mal-humorado, mas enganam-se... Estou MUITO mal-humorado...

Mas nem por isso deixarei de desejar um feliz ano novo à todos!



Ezequiel, o Apache

domingo, 25 de dezembro de 2011

Um desejo

Buenas!!!

Eu continuo sem entender esta lógica natalina. Somos estúpidos, alguns até arrogantes, mentirosos, trapaceiros, estúpidos novamente, desde os primeiros raios de sol da manhã do dia dois de Janeiro até perto do final do ano. Fatal! Chegou a segunda quinzena de Dezembro, tudo é paz, alegria, scrap de Papai Noeli, e meus 526 amigos de Orkut lembram que eu e os seus outros 526 amigos existem. Chega à ser ridículo.

Tenho três amigos que me procuram durante o ano, poucos parentes visitam minha "omilde residença" e conheço apenas um de meus vizinhos, com quem até degusto uma cerva gelada eventualmente. Anti social, estúpido, bicho do mato e por aí vai a série de adjetivos que você pode escolher para mim, mas continuo sem sair à lamber as 526 pessoas que ignoram minha existência durante o ano, só porque se convencionou que nesta época ninguém pode saber que somos mesquinhos.

"...A burguesia fede..." cantou Cazuza, mas hoje ela não fede e nem cheira tão mal quanto uma sociedade hipócrita que continua escondida atrás de dogmas e preconceitos sem tomar uma atitude real em prol de quiçá tornar realidade algum desejo fajuto de final de ano.

"...Nossos ídolos ainda são os mesmos, e as aparências não enganam não..." como ouvi a Elis cantando, infelizmente para as paredes...

Mas não se assustemos, amanhã temos o "gap" entre Natal e New Year, onde algum transeunte ainda vai me empurrar na escada do metrô... e me desejar boas festas em alguma rede social...


Carlão (que não ganhou um Lego) Bueno

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

A passagem

Buenas!

Sei bem... meses desaparecido novamente...

...


Esta maldita lâmpada está ferindo meus olhos! Estou tentando em vão fixar o olhar em outra parte do cômodo onde me encontro, mas realmente é em vão. O que mais me atormenta são as perguntas, pois não faço a mínima ideia de como diabos vim parar aqui.

Sinto cheiro de urina velha, curtida de sol, que chega a arder em minhas narinas, misturada ao odor de fezes que sei perfeitamente se tratarem das minhas sujeiras, assim como o cheiro forte de sangue, que sinto também seco em meu rosto. Terminei dias atrás o meu relatório de danos e notei que tenho ferimentos na cabeça, pulsos e tornozelos.

Meu estomago dói de tanta fome e sinto que a saliva secou uns dois dias atrás também. Mas não compreendo o que fiz para estar em tal situação ou quem me mantém nesta insanidade.

Eventualmente penso ouvir vozes vindas do lado de fora, mas não consigo discernir o que está sendo dito e também acredito que seja mais coisa da minha cabeça do que realidade. Até agora nenhuma porta ou janela foi aberta e não ouvi o menor ruído de motor ou de algum meio de transporte.

Espere, este rangido de madeira sedendo sob pés eu conheço. Tem alguém aqui comigo. Me atrevo ou não a falar? - Olá! - O que eu estou pensando? "Olá" para o meu possível captor?

Estou ouvindo o rangir de dobradiças indicando-me que uma porta se abre, mas não consigo ver onde, pois a lâmpada praticamente me cegou. Os passos estão tornando-se mais fortes. Ele ou ela está parado atrás de mim, eu consigo sentir a presença que me observa.

- Mate-me ou liberte-me, por favor, eu não consigo mais...

Porém, minhas palavras mal balbuciadas ecoam em uma sala vazia... Foi um delírio? Talvez. Vou tentar gritar novamente por socorro quando pensar ouvir vozes.

Sei que minha vida não valeu muito à pena, pois durante anos eu só consegui... espere, está ardência nas costas é nova. O que é isto? Uma faca entrando lentamente atingindo o meu rim esquerdo e me causando nova dor...

- Obrigado por acabar com meu sofrimento! - Mas meu carrasco não me responde. Sinto a faca sair de minhas costas e novamente perfurar-me, no lado direto agora.

A dor já suportável, mas sinto a falta de algo que não consigo lembrar. Porém sou interrompido pela faca que cruza minha garganta, aquecendo meu peito com uma pequena cascata de sangue. Tento tombar, mas minhas amarras não permitem meu último movimento. Abro meus olhos e consigo ver perfeitamente tudo a minha frente. Somente luz.

Carlão!