sábado, 24 de março de 2012

Para não falar de flores...

Buenas!

No final da noite você para e se pergunta, embora muito eventualmente, se realmente valeu à pena. Não é nem porque a resposta fará grande diferença em sua existência, mas você precisa pelo menos do registro para os seus anais do esquecimento e futuros arrependimentos que, por ventura, possam surgir num breve momento de fraqueza.

Assim aconteceu quando eu enchi a cara pela milésima duzentésima octagésima terceira vez, ou, simplesmente, o porre de número 1283, sem ter conseguido ficar bêbado, por seguir o conselho de beber um copo de água para cada copo de bebida que eu ingeri durante a fanfarra...

Não se deve ao fato de eu ter me feito a pergunta cedo naquela noite em meio à indiada (eu sou gaúcho, não é uma expressão preconceituosa, peloamordeDeus) o que me causa nostálgica tristeza, mas sim o custo adicional da água mineral sem gás, seguido por todas doses de vodka barata com pepsi cola que tive de beber para atingir o objetivo vil de ficar bêbado, além de a ressaca ter vindo igual, com a peculiar maratona de idas ao banheiro para esvaziar uma bexiga cheia pacas.

Mas algum aprendizado eu tirei disto tudo. Na noitada seguinte eu sentei próximo à sarjeta e bebi somente meu vinho barato e comi um chocolate para equilibrar a glicose. O que me deixou particularmente feliz.

Para a ilustríssima senhora minha esposa, simplicidade é tudo, onde sou forçado à concordar... quando lembro de minhas idas e vindas ao coma alcoólico, resoluto que o vinho barato ou a cachaça de barril de plástico faziam o mesmo efeito de um Jose Cuervo e limão ou Whisky com energético.

Agora, se me dão licença, hoje eu já me perguntei e valeu muitíssimo à pena, estão geladas, na horizontal e eu estou ingerindo sorridente o conteúdo dourado de seus cascos...

Boa noite!


Um país se faz com homens, mulheres, meninos, políticos, escândalos e feriados.
[Falcão]